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Matéria Jornalística /


Publicada em: 25/08/2026 15:03
Depol de Lavras participa da semana da coleta gratuita de DNA que visa solucionar casos de desaparecimentos

A ação visa dar mais efetividade à identificação de restos mortais não identificados. Foto: Sejusp

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Com o objetivo de trazer respostas a centenas de famílias que vivem a angústia da busca por entes queridos, a 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil (Depol) de Lavras participa, nesta sexta-feira, 28 de agosto, da 4ª Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. Promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com as secretarias estaduais de segurança pública, a campanha nacional busca cruzar informações genéticas para identificar pessoas encontradas sem documentos - vivas ou mortas.

No Sul de Minas, 12 municípios contam com pontos de coleta gratuitos. Além de Lavras, as delegacias regionais de Alfenas, Campo Belo, Guaxupé, Itajubá, Poços de Caldas, Passos, Pouso Alegre, São Sebastião do Paraíso, São Lourenço, Três Corações e Varginha também estão estruturadas para realizar o atendimento.

A doação de material genético por parte dos familiares é o passo decisivo para solucionar casos de desaparecimento que muitas vezes arrastam-se por anos. Quanto maior o número de dados genéticos cadastrados no Banco Nacional de Perfis Genéticos, maiores são as chances de o sistema identificar compatibilidades automáticas e devolver a dignidade e a resposta de que as famílias precisam.

A coleta é simples, gratuita e indolor, podendo ser feita de forma rápida por meio de uma haste flexível (cotonete) friccionada na parte interna da boca ou por uma pequena gota de sangue retirada do dedo.

A doação de DNA é um ato de solidariedade e cidadania. O perfil genético do familiar funciona como uma chave de identificação permanente, permitindo que a investigação cruze dados em âmbito nacional até que haja uma resposta oficial.

Para garantir a precisão dos exames laboratoriais, a recomendação é que a doação seja feita, preferencialmente, por parentes biológicos de primeiro grau. A ordem de prioridade orientada pela perícia técnica é: pai ou mãe biológicos; filhos biológicos (ou o outro genitor); irmãos biológicos (de mesmo pai e mesma mãe). Lembrando que crianças também podem realizar a coleta, desde que acompanhadas pelo responsável legal.

O doador do material genético deve se apresentar portando documento oficial com foto (RG, CNH) do doador. Levar informações do Boletim de Ocorrência de desaparecimento, como número de registro, delegacia e estado.

Quem já cadastrou o DNA em campanhas anteriores não precisa repetir o exame. Embora a campanha intensifique as ações nesta semana, as delegacias realizam o procedimento durante todo o ano.

Assim que o sistema identifica compatibilidade genética entre o doador e algum perfil cadastrado no país, um laudo técnico oficial é emitido e encaminhado diretamente à delegacia responsável pela investigação, que faz a comunicação formal com a família.

 
 


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