
Carrapato transmissor da febre maculosa
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Alerta na região depois que a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou três casos de febre maculosa registrados neste ano de 2026 na Escola de Sargentos das Armas (ESA), em Três Corações.
A confirmação da doença em uma cidade vizinha liga o alerta epidemiológico em Lavras, que fica a pouco mais de 80 quilômetros de Três Corações (cerca de uma hora de viagem pela BR-381). Devido ao intenso fluxo diário de estudantes, militares, trabalhadores e turistas entre os dois municípios, as medidas de prevenção tornam-se fundamentais para toda a microrregião.
Segundo a SES-MG, todos os pacientes infectados na ESA receberam acompanhamento médico adequado, evoluíram para a cura e, felizmente, não há registro de mortes suspeitas relacionadas à doença no município tricordiano.
A situação epidemiológica segue sendo monitorada de perto pela SES-MG, em conjunto com a Unidade Regional de Saúde (URS) de Varginha e com a Prefeitura de Três Corações. Como a febre maculosa é uma infecção grave transmitida pela picada do carrapato-estrela infectado, as ações de vigilância foram intensificadas.
A doença é mais comum durante o período de seca. O micro-organismo causador da febre maculosa é transmitido aos humanos quando o carrapato permanece aderido à pele por algumas horas.
Os locais de maior risco são as margens de lagoas, rios, parques, reservas ecológicas, pastagens e locais com presença de hospedeiros como cavalos, capivaras e cães.
Como Lavras possui diversas áreas verdes e forte atividade agropecuária, a população deve adotar as seguintes medidas preventivas: Ao frequentar áreas de risco, use roupas compridas, de cores claras (que facilitam a visualização do carrapato), calçados fechados e meias de cano longo (com a barra da calça colocada por dentro das meias).
Uso de repelentes, preferencialmente produtos à base de icaridina, que possuem eficácia comprovada contra o vetor. Examine o corpo com frequência após passar por áreas de vegetação. Caso encontre um carrapato, retire-o o mais rápido possível utilizando uma pinça (com movimentos leves de torção), evitando esmagar o animal com as mãos.
Cuidados com o ambiente e animais, mantenha lotes, pastos e áreas públicas limpos para reduzir a proliferação. Aplique carrapaticidas em cães, cavalos e bovinos, sempre sob orientação veterinária.
Trabalhadores expostos a ambientes de maior risco devem fazer o uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como macacões de manga comprida.
Ao apresentar sintomas como febre alta, dor de cabeça, dores no corpo ou manchas avermelhadas na pele após frequentar áreas de risco, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente e informar sobre o contato com carrapatos.