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Publicada em: 21/05/2026 16:12 - Atualizada em: 21/05/2026 18:44
IPS coloca Lavras na 1ª posição entre as seis maiores cidades do Sul de Minas e 69ª no país

Imagem ilustrativa

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O município de Lavras alcançou uma posição de grande destaque no cenário nacional. Divulgado ontem, quarta-feira, dia 20 de maio, o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026 avaliou a qualidade de vida de todos os 5.570 municípios do país. Lavras consolidou-se como a 69ª melhor cidade para se viver no Brasil e, além disso, conquistou o primeiro lugar entre as seis maiores cidades do Sul de Minas (grupo composto por Poços de Caldas, Pouso Alegre, Varginha, Passos, Lavras e Itajubá).

A cidade obteve a expressiva pontuação geral de 69,32 pontos, o que a coloca na liderança regional do bloco de grandes municípios sul-mineiros.

Atrás de Lavras, Itajubá garantiu a segunda melhor colocação entre os maiores municípios da região. A cidade registrou 68,79 pontos no IPS, o que a posiciona como a 106ª melhor cidade do país.

A terceira posição regional ficou com Varginha, que também obteve um excelente desempenho ao alcançar 68,00 pontos. No ranking geral brasileiro, o município garantiu a 178ª colocação.

Empatadas tecnicamente na pontuação geral, mas separadas por posições subsequentes no ranking nacional, aparecem Poços de Caldas e Pouso Alegre. Ambas registraram 66,38 pontos. Com esse índice, Poços de Caldas ficou na 482ª posição no Brasil (quarta entre as maiores da região) e Pouso Alegre logo em seguida, na 483ª posição nacional (quinta no bloco regional).

Entre as seis maiores cidades da região, Passos apresentou o desempenho mais modesto na avaliação geral. O município obteve 62,41 pontos (nota corrigida conforme os parâmetros técnicos do índice), o que o posicionou na 1.187ª colocação entre todas as cidades brasileiras pesquisadas.

Diferente do Produto Interno Bruto (PIB), que mede apenas a atividade econômica e a riqueza circulante, o IPS foca exclusivamente em resultados sociais e ambientais que impactam diretamente o cotidiano dos cidadãos. O índice utiliza uma escala de 0 a 100 com base em 57 indicadores extraídos de fontes oficiais atualizadas, como o IBGE, DataSUS e Anatel. Os pesos das variáveis são definidos por normalização estatística técnica.

Os dados coletados em todo o país são divididos em três dimensões fundamentais: Necessidades Humanas Básicas que analisa nutrição, saúde básica, saneamento e moradia. Na edição deste ano, o quesito "Moradia" alcançou o maior desempenho médio nacional, com 87,95 pontos.

Fundamentos do Bem-Estar, que avalia o acesso à educação, saúde, qualidade do meio ambiente e comunicação. A área de "Acesso à Informação e Comunicação" foi a que registrou o maior avanço em comparação ao ano anterior.

Oportunidades, que examina a garantia de direitos individuais, liberdade, inclusão social e acesso ao ensino superior. Esta dimensão continua sendo o principal desafio do país, registrando a menor média nacional (46,82 pontos).

Segundo a coordenadora nacional do IPS Brasil, Melissa Wilm, o grande mérito da ferramenta é medir a eficiência das políticas públicas locais e não o volume de dinheiro em caixa. Isso justifica por que cidades com receitas e rendas parecidas conseguem entregar qualidades de vida completamente diferentes para os seus moradores.

 
 


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