
Materiais apreendidos com a garota e com seu pai. Foto e informações: PC e PMMG
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Uma operação conjunta entre as polícias Civil e Militar, realizada nesta quarta-feira, dia 29 de abril, evitou uma possível tragédia em uma instituição de ensino de Santo Antônio do Amparo. Uma adolescente de 14 anos foi apreendida portando armas brancas e munições dentro da sala de aula, o que desencadeou uma diligência que terminou na prisão de seu pai, de 37 anos.
O alerta partiu da direção da unidade escolar, que suspeitou da conduta da aluna. Ao chegarem ao local, os policiais realizaram a abordagem na presença dos diretores e encontraram na mochila da estudante um arsenal perigoso: um punhal de 20 centímetros de lâmina, dois canivetes e munições de calibre .32 (percutidas, mas não deflagradas).
Ao ser questionada, a jovem alegou que estava sendo ameaçada por outros estudantes e que utilizaria os objetos para legítima defesa. Ela revelou ainda que as munições pertenciam ao seu pai.
Diante disso e com base no relato, as equipes se deslocaram até a residência da família. Com autorização do responsável, foi realizada uma busca no imóvel, onde os agentes localizaram armas de fabricação artesanal em estado precário e dezenas de munições intactas.
O pai da adolescente assumiu a propriedade de todo o material e recebeu voz de prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. A menor foi apreendida por ato infracional análogo ao porte de armas.
Todo o material arrecadado na ação policial foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil daquela cidade. Foram apreendidos os seguintes materiais: um punhal, dois canivetes, com lâminas de 10 centímetros e uma barra de ferro com a ponta afiada, do tipo "chucho", uma garrucha de dois canos calibre .32, uma espingarda calibre .36 com dois canos paralelos, ambas sem numeração ou marca, três projéteis calibres .32 e, quarenta munições intactas calibre .22. intactas.
Diante do quadro que envolvia uma menor, o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso e garantir os direitos da adolescente durante o processo. Em nota, a Polícia Civil reforçou a importância da vigilância dentro do ambiente escolar e pediu que qualquer comportamento suspeito seja reportado imediatamente às autoridades.