
Propaganda portuguesa de 1º de Maio da década de 20, com forte influência comunista. Arquivo Jornal de Lavras
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O Dia do Trabalhador, celebrado globalmente como símbolo da força que move a sociedade, terá uma programação intensa em Lavras este ano. Com um misto de celebração religiosa, atos políticos e atrações culturais, a classe trabalhadora local vai às ruas para honrar uma trajetória que, no Brasil, já ultrapassa um século.
A programação oficial tem início às 8h30, com a tradicional Missa Campal na Praça dos Trabalhadores. A celebração será presidida pelo Padre Vitinho, diretor da Fazendinha do Padre Israel, e será dedicada a todos os trabalhadores e trabalhadoras da região, abrindo o dia com um momento de espiritualidade e união.
Após o ato religioso, começa a parte festiva e política do evento. O palco receberá artistas locais e apresentações musicais para garantir o entretenimento da população lavrense. Entre os destaques confirmados estão o Grupo Sensia+, a cantora Babi e o DJ Juninho.
Para além do lazer, o evento - promovido por entidades sindicais com apoio institucional - serve como plataforma para reivindicações históricas e atuais. Este ano, o foco das mobilizações será a campanha pelo fim da escala 6x1 e a contínua defesa por melhores condições de trabalho e valorização profissional.
A data carrega um peso histórico profundo. No Brasil, o 1º de Maio foi oficializado como feriado nacional em 1924, pelo então presidente Arthur Bernardes, como resposta às grandes greves operárias ocorridas entre 1917 e 1919.
Inspirados pelos movimentos internacionais e pelo fim da Grande Guerra, os trabalhadores brasileiros daquela época provaram que a organização social era capaz de mudar os rumos do país. Desde 1925, o feriado consolidou-se não apenas como um dia de descanso, mas como um marco de resistência.
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