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Matéria Jornalística /


Publicada em: 20/04/2026 12:55 - Atualizada em: 20/04/2026 15:40
Lavras se mobilizará em manifestação por justiça por Evellyn Firmino e contra o feminicídio

Imagem ilustrativa

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O silêncio e a angústia ganham voz em Lavras. Um grupo de cidadãos e movimentos sociais organiza para amanhã, terça-feira, dia 21 de abril, uma manifestação pacífica na praça Augusto Silva. O ato é um gesto de profunda solidariedade à família de Evellyn Firmino, cujo paradeiro é desconhecido desde a última quinta-feira, dia 16.

No entanto, o encontro vai além da busca por respostas sobre Evellyn: é um grito de socorro contra uma realidade que não pode mais ser ignorada.

Os organizadores fazem um apelo para que todos os participantes compareçam vestidos com roupas pretas. O traje não é apenas uma formalidade, mas um símbolo visual do luto coletivo e da indignação diante da insegurança que as mulheres enfrentam diariamente. O objetivo é alertar a sociedade e as autoridades para os índices alarmantes de violência contra a mulher, que apresentam um crescimento assustador e inaceitável em todo o território nacional.

A manifestação ocorre em um contexto de extrema gravidade. Em um intervalo de apenas 12 dias, a região foi local de crimes brutais que evidenciam o perigo do ódio e da misoginia. Em Campo Belo um matricídio no dia 8 de abril, chocou toda região. Uma discussão banal sobre o valor de uma conta de energia elétrica terminou em tragédia, quando um filho estrangulou a própria mãe, rompendo o laço mais sagrado de proteção. Ontem, domingo, dia 19, uma jovem de apenas 24 anos perdeu a vida de forma hedionda. Ela teve seu corpo queimado durante um ataque em uma mercearia na zona rural, um crime que choca pela requinte de crueldade e pelo total desprezo à vida feminina. No mês anterior, em março, em Bom Sucesso uma mulher de 46 anos foi morta a golpes de machado pelo seu ex-companheiro. Este crime foi o 8º caso de feminicídio no Sul de Minas este ano. Também em março, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Lavras, prendeu um homem de 20 anos depois que tentou estrangular sua ex-companheira. Além da tentativa de feminicídio, ele foi acusado de crimes de ameaça e violência doméstica recorrente.

A violência contra a mulher não é um fato isolado, é um problema estrutural que se manifesta desde o assédio até o feminicídio. Casos como o desaparecimento de Evellyn e os assassinatos brutais nas cidades vizinhas são lembretes dolorosos de que ser mulher no Brasil é viver em estado de alerta permanente.

A presença da comunidade é fundamental para mostrar que Lavras não aceita a violência e que a vida das mulheres deve ser prioridade absoluta. Pelo fim do medo, pela justiça e por Evellyn.

 
 



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