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O Hospital Vaz Monteiro consolida-se como referência no diagnóstico e tratamento de arritmias cardíacas complexas, por meio de sua equipe de cardiologia e hemodinâmica, oferecendo acesso a tecnologias de última geração.
Procedimentos de Alta Complexidade
Entre os procedimentos realizados, destaca-se a ablação de fibrilação atrial, a arritmia cardíaca mais frequente na população geral, responsável por cerca de 30% das internações hospitalares por distúrbios do ritmo. A condição pode causar sintomas como palpitações, fadiga e desconforto torácico, além de aumentar significativamente o risco de acidente vascular cerebral (AVC), sobretudo quando não tratada de forma adequada.
Pacientes com fibrilação atrial apresentam risco cinco a sete vezes maior de formação de coágulos no interior do coração. Esses coágulos podem se deslocar pela circulação arterial e provocar obstruções, levando ao AVC isquêmico.
O diagnóstico é realizado, na maioria dos casos, por meio de eletrocardiograma durante avaliação clínica. O tratamento envolve controle da frequência cardíaca, tentativa de reversão ao ritmo sinusal e prevenção de eventos trombombólicos, podendo incluir medicamentos, cardioversão elétrica e, mais recentemente, ablação por cateter.
Eletrocardiograma Anatômico Tridimensional
No Hospital Vaz Monteiro, a intervenção é realizada com tecnologia de mapeamento eletroanatômico tridimensional, semelhante à utilizada em grandes centros internacionais. A técnica consiste na introdução de cateteres por via vascular até o coração, permitindo identificar e tratar os focos responsáveis pela arritmia. Em pacientes selecionados, as taxas de sucesso a longo prazo podem alcançar até 90%.
Segundo o cardiologista Dr. Marcos Cherem, o hospital tem ampliado o acesso a terapias minimamente invasivas e eficazes na região de Lavras. "Trata-se de um avanço importante na oferta de tratamentos especializados, com impacto direto na qualidade de vida dos pacientes", afirma.
Diferentes Diagnósticos, Diferentes Abordagens
Além da fibrilação atrial, outras arritmias frequentemente tratadas incluem a taquicardia paroxística supraventricular (TPSV) e a taquicardia ventricular sustentada (TVS). Essas condições caracterizam-se por aceleração anormal do ritmo cardiaco, podendo ultrapassar 200 batimentos por minuto. Em casos mais graves, podem estar associadas a risco de eventos cerebrovasculares e morte súbita.
As TPSVs costumam manifestar-se por palpitações, enquanto as taquicardias ventriculares podem evoluir para fibrilação ventricular, uma condição potencialmente fatal. O tratamento inclui uso de medicamentos e, quando indicado, estudo eletrofisiológico com ablação dos focos arritmogênicos.
De acordo com o hemodinamicista Dr. Dirceu Dias Barbosa Sobrinho, a abordagem intervencionista tem proporcionado melhores desfechos clínicos. "O tratamento adequado reduz sintomas e riscos associados, oferecendo maior segurança aos pacientes", destaca.
Ecocardiograma Intracardíaco: precisão na abordagem
Outro diferencial do hospital é o uso rotineiro do ecocardiograma intracardíaco em procedimentos complexos, permitindo monitoramento em tempo real das estruturas cardíacas e maior precisão técnica.
Implantes de Diferentes Dispositivos: benefícios em todos os casos
O estudo eletrofisiológico também possibilita a avaliação do risco de arritmias ventriculares graves e a indicação de dispositivos como marcapasso, ressincronizador e cardiodesfibrilador implantável (CDI). O CDI, por exemplo, é utilizado para interromper arritmias potencialmente fatais de forma imediata, como taquicardia ventricular e fibrilação ventricular.
No Hospital Vaz Monteiro, esses implantes são realizados pela equipe formada pelo cirurgião cardiovascular Dr. Leandro Furtado Silva e pelo arritmologista Dr. Ricardo Ferreira da Silva.
Anestesias com monitorização instantânea da Atividade Cerebral
Destaca-se ainda que o Vaz Monteiro dispõe de segurança extrema para os procedimentos sob sedação, mas ainda mais nos casos em que se faz necessária anestesia geral, como é o caso da Ablação de Fibrilação Atrial. A equipe de Anestesiologia dispõe do moderníssimo BISpectral.
O BISpectral para anestesia, geralmente chamado de BIS (BISpectral Index), é um método de monitorização da profundidade hipnótica por meio do eletroencefalograma processado (EEG). Ele transforma a atividade elétrica cerebral em um número de 0 a 100: próximo de 100 indica vigília; valores mais baixos indicam maior efeito hipnótico dos anestésicos.
Na prática anestésica, o alvo mais usado durante anestesia geral costuma ficar em torno de 40 a 60, faixa associada a plano hipnótico adequado para muitos pacientes. "O BIS é um auxílio, reduzindo risco de anestesia superficial com consciência intraoperatória ou anestesia excessivamente profunda" explica o Dr. Ricardo Gama de Oliveira, anestesista.
Resultados efetivos, recuperação rápida das atividades
Para o cardiologista Dr. Antônio Alceu dos Santos, os resultados obtidos refletem a qualidade da estrutura e da equipe. "A combinação de tecnologia avançada e qualificação profissional garante segurança e eficácia no tratamento das arritmias", afirma.
Outro aspecto relevante é o tempo reduzido de recuperação. A maioria dos pacientes recebe alta no mesmo dia do procedimento e retorna às atividades habituais em curto prazo.




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