
Delegada Rafaela Franco, responsável pela Delegacia da Mulher em Campo Belo
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A delegada titular da Delegacia da Mulher (Deam), Rafaela Franco, trouxe a público detalhes perturbadores sobre o assassinato de Rosilene Pedrão da Silva Pereira, de 52 anos. O crime ocorreu no domingo de Páscoa, dia 5 de abril, mas o corpo só foi localizado pela Polícia Civil ontem, na quarta-feira, dia 8, no quintal da residência da família, no bairro dos Arnaldos.
O filho, Jorge Miguel da Silva, de 27 anos, confessou ter matado a mãe com um golpe de "mata-leão" após uma discussão fútil sobre uma conta de energia elétrica.
Confira os pontos fundamentais esclarecidos pela delegada que mostram a premeditação e a tentativa de ocultação do crime: Jorge chegou a ir à delegacia na terça-feira, dia 7, para registrar um boletim de ocorrência pelo sumiço da mãe. Ele tentou criar uma narrativa de que ela era dependente química e que "costumava sumir", versão esta desmentida pela delegada, que afirmou que Rosilene estava bem e em tratamento.
Outro ponto foi percebido pelos vizinhos e amigos, que suspeitaram do crime ao notarem que, apenas dois dias após o suposto sumiço, Jorge já estava jogando fora roupas e outros objetos pessoais da mãe.
Uma das informações mais fortes reveladas pela investigação envolve uma machadinha. Um comerciante local procurou a polícia para entregar a ferramenta que Jorge levou para afiar com "extrema urgência" logo após o crime. A Polícia Civil concluiu que o suspeito pretendia esquartejar o corpo para facilitar o descarte.
A delegada confirmou que Jorge já agredia a mãe anteriormente. Rosilene chegou a procurar a delegacia em outra ocasião, mas, por medo ou proteção ao filho, desistiu de prosseguir com a denúncia formal.
Enquanto o corpo estava no quintal, Jorge enviava mensagens via WhatsApp para parentes e conhecidos perguntando pelo paradeiro da mãe, tentando construir um álibi de filho preocupado.
Este caso marca o 10º feminicídio na região em 2025 e o primeiro em Campo Belo neste ano. Esta foi a 11ª morte violenta em Campo Belo em 2026. Jorge Miguel da Silva está detido no presídio de Campo Belo. Ele foi indiciado por feminicídio e ocultação de cadáver. Se condenado, as penas podem ultrapassar 40 anos de reclusão.
O corpo de Rosilene foi sepultado hoje no Cemitério Alto das Mercês. Ela deixa outros dois filhos.
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