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Estudos conduzidos na Universidade Federal de Lavras (Ufla) apontam que os óleos essenciais - tradicionalmente associados ao aroma e ao bem-estar - têm potencial para atuar no controle de micro-organismos, pragas e na conservação de alimentos, ampliando alternativas naturais ao uso de produtos sintéticos.
As pesquisas são desenvolvidas no Laboratório de Química Orgânica – Óleos Essenciais e envolvem diferentes áreas, com resultados já observados na inibição de fungos, bactérias e insetos que impactam diretamente a qualidade dos alimentos.
"Os óleos essenciais vêm sendo amplamente estudados por suas atividades biológicas, como fungicida, bactericida, inseticida e antioxidante", explica Maria das Graças Cardoso, Professora Titular do DQI e Pesquisadora 1A do CNPq, coordenadora das pesquisas.
Obtidos de diferentes partes das plantas, esses compostos passam por processos de extração, caracterização química e testes biológicos. Um dos principais desafios, segundo os pesquisadores, está na variabilidade da composição, influenciada por fatores como clima, solo e condições ambientais.
Os estudos também avançam na aplicação prática. Pesquisas conduzidas na Ufla já demonstram resultados promissores no controle de fungos e insetos em alimentos, além do uso associado a tecnologias como revestimentos comestíveis, que ajudam a prolongar a vida útil de produtos perecíveis.
"Os resultados mostram que é possível desenvolver soluções mais naturais e eficazes, reduzindo a dependência de produtos sintéticos", destacam os pesquisadores.
Além do impacto científico, a linha de pesquisa contribui para a formação de estudantes e já resultou em centenas de publicações científicas.
Os projetos contam com financiamento da Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais) e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), com gestão administrativa e financeira da Fundecc (Fundação de Desenvolvimento Científico e Cultural).


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