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Matéria Jornalística /


Publicada em: 22/03/2026 22:39
Troca de comando em Minas e o silêncio de Lavras; o preço da falta de um deputado estadual

Simões atravessou o Hall das Bandeiras e passou por um corredor formado pelos Dragões da Inconfidência. Foto: Cristiano Machado Imprensa Governo do Estado

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A política mineira viveu um domingo histórico neste dia 22 de março. Em uma reunião solene no Plenário da Assembleia Legislativa (ALMG), conduzida pelo presidente da Casa Legislativa, Tadeu Martins Leite (MDB), Mateus Simões (PSD) tomou posse como o novo Governador de Minas Gerais. O ato oficializa a renúncia de Romeu Zema (Novo), que deixa o Palácio da Liberdade para focar em sua pré-candidatura à Presidência da República.

Para o cidadão lavrense, entretanto, a cerimônia de gala em Belo Horizonte teve um sabor de "mais do mesmo". A gestão Zema, ao longo de dois mandatos, pouco ou nada entregou de estruturante para Lavras, deixando um rastro de promessas e uma sensação de descaso administrativo que agora ameaça se prolongar sob nova direção.

Natural de Gurupi (TO), Mateus Simões tem 43 anos e construiu sua base política e acadêmica na capital mineira. Advogado e professor universitário, Simões ascendeu rapidamente, passando de vereador em Belo Horizonte (2016) a Secretário Geral do Estado, onde foi o "braço direito" e articulador estratégico de Zema.

Sua posse como governador não é apenas uma formalidade sucessória; é a consolidação de um projeto político. Como "sucessor natural" de Zema, Simões herda o estilo de gestão do antecessor, o que acende uma luz amarela para a nossa região.

Em seu discurso de posse, Simões anunciou uma medida ambiciosa: transferir a sede administrativa do Estado para as 16 regiões de Minas a partir do dia 26 de março. "Quero fazer mais do que visitar... Minas Gerais é muito grande para ser compreendida à distância", afirmou o novo governador.

A fala, que soa democrática, revela uma realidade cruel para o nosso município: Lavras corre o risco de ser ignorada nesse mapa itinerante. O governador deixou claro que percorrerá o estado "acompanhado sempre dos senhores deputados".

Aqui reside o nosso maior gargalo: Lavras não possui um deputado estadual na ALMG para puxar o governador pela manga e mostrar as carências de nosso município.

 

Sem um representante da terra na Assembleia Legislativa, Lavras torna-se invisível no orçamento estadual. Enquanto cidades vizinhas que possuem deputados colhem frutos e investimentos, nós assistimos de longe às decisões tomadas na capital.

Mateus Simões, agora como governador e provável pré-candidato à reeleição, certamente visitará Lavras em busca de votos, repetindo o trajeto feito por Zema no passado. O que o eleitor precisa questionar é: até quando aceitaremos ser apenas um curral eleitoral? Como exigir investimentos se não temos uma voz ativa no Plenário em BH? Do descaso de Zema à herança de Simões e a falta de um representante, o que muda para Lavras?

A posse de Simões é o lembrete final de que o prestígio político de uma cidade não se mede apenas pelo tamanho de sua população, mas pela força de sua representação. Se Lavras continuar sem um deputado estadual, continuaremos a ser "visitados" em época de eleição e esquecidos na hora da divisão do bolo orçamentário.

Votos em Lavras, investimentos em outras cidades - a lógica que precisamos quebrar e isso, só depende do eleitor lavrense.

 
 



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