
Professora Maria das Graças Cardoso, cientista que revolucionou a bebida mais popular do Brasil. Foto: Agência Minas
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[Conteúdo ORIGINAL do Jornal de Lavras] Ontem, quarta-feira, dia 25 de fevereiro, foi inaugurado o Centro de Referência à Cachaça de Salinas, no Norte de Minas. Com um investimento de mais de R$ 780 mil do Governo de Minas (via Seapa e Fapemig), o centro funcionará junto ao IFNMG para modernizar laboratórios, oferecer bolsas de pesquisa e prestar consultoria técnica aos produtores locais. O objetivo é reduzir a informalidade, garantir a segurança alimentar da bebida e ampliar a competitividade para exportação.
Este é o terceiro centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do estado, integrando uma rede estratégica que já conta com as unidades de Lavras (2024) e Florestal (2025). Ao todo, o governo já destinou quase R$ 8 milhões para unir a academia ao setor produtivo, consolidando Minas Gerais como o maior produtor de cachaça de alambique do país.
Embora Salinas seja a "Capital Nacional da Cachaça", é importante destacar que a grande transformação científica da bebida no Brasil teve origem em Lavras, sob a liderança da professora Maria das Graças Cardoso, conhecida nacionalmente como a "Mulher da Cachaça", Lavras tornou-se o berço da qualificação e padronização do setor.
Com mais de 25 anos de dedicação, a professora Graça e sua equipe foram responsáveis pela descoberta decisiva da origem do carbamato de etila - um contaminante cancerígeno que, por muito tempo, barrou a entrada da cachaça brasileira em mercados internacionais.
Graças ao trabalho desenvolvido em Lavras, a cachaça deixou de ser vista apenas como um produto artesanal para se tornar um item de exportação com alto rigor técnico e segurança garantida pela ciência.
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