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Matéria Jornalística /


Publicada em: 20/05/2022 22:46 - Atualizada em: 23/05/2022 19:35
EDITORIAL: o preço que pagamos
Pagamos caro por não termos representantes nas esferas do Estado e da União, e pela falta de comprometimento do Poder Legislativo

A Santa Casa de Lavras tem equipamentos mais modernos e de tecnologia mais avançada que os equipamentos do hospital de Varginha, mesmo assim, foi negado o pedido de credenciamento junto ao SUS para tratamento oncológico

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Esta semana, dois fatos relevantes abateram os ânimos dos lavrenses, os dois decorrem da classe política, um pela ausência de representantes nas esferas estadual - Assembleia Legislativa - e federal - Câmara dos Deputados, e o outro, pela falta de comprometimento dos vereadores de Lavras.

Por não termos representantes na Assembleia Estadual e na Câmara dos Deputados, Lavras se torna fraca politicamente juntos aos governos do Estado e Federal. Esta semana fomos "nocauteados" pela Superintendência Regional de Saúde de Varginha, que não concordou com o credenciamento da Santa Casa de Lavras junto ao Sistema Único de Saúde (SUS), para tratamento oncológico naquela unidade de saúde.

A Santa Casa está estruturada para fazer este tratamento e tem equipamentos superiores aos do hospital de Varginha, porém, aquela cidade tem representantes junto às esferas federal e estadual que defendem os interesses deles, enquanto que Lavras não têm representantes. Os que foram eleitos aqui, de outras paragens, tratam os lavrenses como os colonizadores tratavam os índios brasileiros, dando a eles "espelhinhos, panelas e outras quinquilharias" .

Para os lavrenses sobram R$ 50 mil para um hospital, R$ 10 mil para uma associação filantrópica, às vezes uma ambulância, um computador e dinheiro para os vereadores que trabalharam para estes forasteiros, para financiarem suas campanhas na época das eleições municipais.

O outro fato relevante foi a demonstração de falta de comprometimento dos vereadores com a cidade, enquanto o Ministério da Saúde, na esfera federal e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, na esfera estadual bateram a porta na cara dos lavrenses, negando a eles o direito de tratar de seus doentes aqui num dos melhores hospitais do Sul de Minas, os vereadores, ao invés de investirem contra a negativa do governo federal e contra a negativa do governo do estado, apresentaram na segunda-feira, dia 16, um espetáculo degradante, usaram grande parte de uma reunião que de produtividade não se aproveitou 10%, para prestar homenagens a uma equipe de futebol do Rio de Janeiro.

Que fique bem claro aqui que: a posição do jornal não é contra a Flalavras nem seus integrantes, que por sinal, realizam mais que muitos vereadores, com ações sociais das mais relevantes. Mas o que se viu foi uma demonstração de falta de comprometimento com a cidade, com seus cargos e com o dinheiro público, com a coisa séria.

O Poder Legislativo custa para os lavrenses algo em torno de R$ 600 mil mensais. Como são realizadas apenas quatro reuniões por mês, não precisa ser um matemático para calcular o custo de cada reunião: R$ 150 mil.

Assistimos na segunda-feira um festival de besteirol, onde se ouviu de tudo, até declaração de vereador arrependido de não ser torcedor do Flamengo.

Foi uma reunião improdutiva e vergonhosa. Esperamos que na próxima reunião, os "representantes do povo", façam alguma coisa útil, que eles apresentem coisas de interesse público e não se desdenhem com os lavrenses. Que eles usem o tempo que tem para cobrar do Governo Federal melhorias substanciais para a rodovia BR-265, por exemplo, e não se contentem com tapa-buracos ou outras melhorias paliativas. Que cobrem a duplicação ou então a construção imediata da terceira faixa.

Que eles cobrem agora dos governos Federal e Estadual o imediato credenciamento da Santa Casa de Lavras junto ao SUS para o tratamento oncológico, mas que sejam cobranças sérias, que demonstrem comprometimento com a cidade. Este ano é um ano eleitoral e é o momento exato de cobrar dos dois governos que são candidatos à reeleição: se eles derem, receberão em troca, senão, nada receberão da classe política de Lavras, é assim que funciona em todas as cidades progressistas.

Vale lembrar que Romeu Zema não fez nada de expressivo por Lavras, da mesma forma Jair Bolsonaro que também nada fez de expressivo pela cidade e como o Poder Legislativo tem defensores dos dois, que cobrem deles agora. Mas por favor: não usem isso como pretexto e tragam candidatos a deputados de outras localidades com promessa de duplicação da BR-265, credenciamento da Santa Casa, pois de engodo os lavrenses já estão escolados.

Deixem o papo de futebol e de torcedor arrependido por não torcer pelo Flamengo para ser discutido numa mesa de bar, com amigos bebendo cerveja. Na hora que entrarem na Casa Legislativa, deixem lá fora as amenidades, pois vocês foram eleitos para representar o povo de Lavras. Façam jus aos salários que recebem. A missão agora é unir em favor da saúde e credenciar a Santa Casa junto ao SUS. Que comecem a fazer isso já, na próxima reunião, na segunda-feira, dia 23.

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