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Publicada em: 01/09/2021 22:46 - Atualizada em: 02/09/2021 12:01
Vale iniciou a construção do novo Presídio de Lavras, às margens da BR-265
A obra está num ritmo muito lento devido à pandemia, o que já existe no local é um alojamento para quem for trabalhar na construção do presídio

Alojamento que deve abrigar os operários da Vale, que vão construir o novo presídio estadual e Lavras. Foto: Ascom/PML

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A Vale está construindo a estrutura do canteiro de obras para receber os operários que vão construir o novo Presídio que será edificado às margens da BR-265, próximo ao viaduto do anel viário.

O Presídio Estadual será uma estrutura das mais modernas do Brasil, isso porque serão empregadas na unidade tecnologias usadas em presídios de países de primeiro mundo, como câmeras de alta resolução, salas vidros blindados onde os presos receberão visitas em box individuais e falarão com seus interlocutores através de telefone, evitando assim o contato direto e, consequentemente, a possibilidade de repasse de drogas, celulares e até armas. Também terá portas das celas automatizadas, o que garante a segurança dos policiais penais que terão menos contato com detentos e outras tecnologias de ponta.

A construção do presídio gerou muita discussão. A unidade prisional de Lavras terá vaga pra 600 presos. Com esta oferta de vagas, a justiça poderá tirar das ruas de Lavras dezenas de marginais que estão condenados, porém, soltos e cometendo pequenos crimes por não tem vagas, por isso, estão nas ruas, são marginais de menor potencial agressivo. 

O assunto é polêmico e divide a população.

Aqueles que não querem, alegam aumento da violência, com a migração de familiares de condenados, perigo de rebeliões, criação de bolsão de miséria com a favelização criada exatamente pelos familiares de presos que migram para a cidade.

Os que defendem a ideia de construção do novo Presídio, baseiam em, além da estrutura moderna, na geração de empregos que uma unidade prisional para 600 detentos gera: a folha de pagamento de uma unidade desta equivale à folha de pagamento de uma indústria de médio porte. Cada policial penal recebe cerca de R$ 5 mil, nesta unidade trabalharão 300 policiais penais que farão dois turnos, somente essa folha injetará na economia de Lavras R$ 1,5 milhão por mês.

Considerando também que numa unidade desta não trabalham apenas policiais penais, tem psicólogos, dentistas, médicos, enfermeiros, pessoal de apoio administrativo e outros. Além, é claro, dos empregos indiretos, como a empresa que vai servir as alimentações aos detentos e policiais penais, são quatro refeições dia, sendo almoço, jantar e dois cafés. Para preparar alimentação para cerca de mil pessoas, a empresa terá que montar uma grande cozinha industrial que certamente empregará cerca de 80 a 100 pessoas.

A unidade prisional vai gerar também uma centena de outros empregos indiretos, como transportadores dos alimentos, manutenção da unidade prisional, lavanderia, fornecedores de alimentos, manutenção das viaturas, abastecimento das viaturas e outros.

A construção do presídio em Lavras teve seu projeto inicial desenvolvido em 2011, na época previa 388 vagas, e foi autorizada em 2015 pelo então governador Fernando Pimentel.

A informação foi divulgada pela Agência Minas, empresa responsável pelas divulgações de notícias de interesse do governo.

Defendida por uns e abominada por outros, o certo é que a construção do presídio é uma reivindicação antiga do poder judiciário lavrense. As novas unidades prisionais foram projetadas para os municípios de Pirapora, Uberlândia, Pará de Minas, Iturama, Barbacena, Machado, Ubá e Lavras.

Na época, surgiram comentários que a cidade de Pará de Minas não havia aceitado a construção, que ela foi rejeitada por deputados que representavam aquela cidade e que então seria construída em Lavras. Naquele município existe o Complexo Penitenciário Pio Canedo e o que aconteceu foi o temor dos moradores de que se a unidade prisional fosse construída naquela cidade, o Complexo Penitenciário Doutor Pio Canedo seria desativado e, como ele gera muitos empregos naquela cidade, haveria grande perda pa a a cidade caso deixasse de existir.

As obras dos oito presídios projetados foram licitadas no governo anterior, de Antônio Anastasia que, no entanto, não destinou recursos para a execução na Lei Orçamentária de 2015 enviada para a Assembleia Legislativa. O governo Pimentel deu início às obras, que pararam em seguida. Agora, um acordo celebrado entre o Governo do Estado e a Companhia Vale, para compensar os danos causados com os rompimentos das barragens de rejeitos em Mariana e Brumadinho, duas das unidades prisionais estão sendo construídas.

As unidades que estão sendo construídas pela Vale são em Lavras e Itabira. As obras que estão sendo executadas pela Vale, tem um prazo estipulado de 30 meses. O presídio de Itabira receberá detentos das cidades de Rio Piracicaba, Nova Lima, Sabará, Barão de Cocais e Congonhas. Já a Unidade de Lavras receberá detentos de Lavras e sua microrregião.

Após a conclusão, os presídios serão administrados pelo Governo de Minas. Atualmente, o estado tem 118 unidades prisionais distribuídas por 94 cidades, segundo atualização da Sejusp feita ainda na administração do ex-governador Fernando Pimentel, em 2016.

O risco de atrair familiares de presos para Lavras é mínimo, isso porque o preso permanecerá no presídio até ser julgado e, se condenado, será enviado para uma penitenciária, onde cumprirá sua pena. Em Lavras o presídio é transitório, como é o existente hoje na avenida Ernesto Mattioli, na área urbana de Lavras.

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