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Publicada em: 13/12/2020 16:13 - Atualizada em: 14/12/2020 08:03
Há 52 anos era promulgado o Ato Institucional número 5
O AI-5 foi instaurado como forma de resposta do regime militar para toda a crise que a ditadura enfrentava em 1968

Imagem ilustrativa

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  Jornal de Lavras:  (35) 9 9925.5481    @jornaldelavras     @jornaldelavras    @jlavras    

Na noite do dia 13 de dezembro de 1968, há exatamente 52 anos, foi promulgado o Ato Institucional número 5, o AI-5, que alguns meses depois atingiria em cheio o povo lavrense, com a cassação do mandato do deputado Sylvio Menicucci. Ele foi o quinto dos 17 decretos nesta linha emitidos pela ditadura militar nos anos que seguiram ao golpe de 1964 no Brasil.

O AI-5 foi editado pelo governo do general Artur da Costa e Silva, ele é entendido por historiadores como sendo o marco que inaugurou o período mais sombrio da ditadura e que concluiu uma transição que instaurou de fato um período ditatorial no Brasil.

Por causa do AI-5, o deputado estadual Sylvio Menicucci foi cassado em 1969 por causa de suas críticas ao regime militar e também por sua ligação com o ex-presidente Juscelino Kubitschek.

O presidente Juscelino Kubitschek, no dia 21 de outubro de 1969, logo após a cassação do deputado Sylvio Menicucci, envia a Lavras o deputado federal Tancredo de Almeida Neves, para entregar pessoalmente ao deputado estadual cassado pelo AI-5, Sylvio Menicucci, a seguinte correspondência redigida de próprio punho:

"Rio de Janeiro, 21 de outubro de 1969:

Meu caro Sylvio,

O Ato que o atingiu, foi o mesmo que vem ferindo a liberdade e os direitos sagrados do homem, neste país.

A liderança que exerce, a correção de uma vida de alto nível profissional e intelectual, e a bondade de seu excelente coração, fizeram, do caro amigo, uma expressão da qual nós todos nos orgulhamos.

Você não podia, pois, ficar fora do alcance da "guilhotina" que cada dia vem ceifando mais cabeças na trágica e demolidora tarefa de liquidar com a vida livre no Brasil.

Quis ir a Lavras fazer-lhe uma visita. Receei, porém, as conseqüências que poderiam advir para amigos nossos naquela cidade e que se veriam, fatalmente, envolvidos na torrente que nada perdoa e que tudo destrói.

Pedi ao Tancredo para levar esta carta e reiterar-lhe, de viva voz, o meu apreço, a minha solidariedade, a minha admiração e a esperança que me alimenta de ver que tudo isto que está acontecendo, será a semente para a grande árvore da liberdade dos jovens que não aceitam, como têm demonstrado, a noite medieval que nos querem impor.

  Receba um abraço, muito afetuoso, 

Juscelino Kubitschek de Oliveira".


Não foi somente a cassação do deputado Sylvio Menicucci que atingiu em cheio Lavras e seu povo, muitos lavrenses foram presos e acusados de subversivos, comunistas, agitadores e outros adjetivos impostos pelo totalitarismo. Muitos sofreram com perda de empregos e perseguições.

Mas no dia 15 de agosto de 1968, o jornal "Última Hora" traz uma matéria de interesse de Lavras: depois de serem humilhados e de passarem por situações constrangedoras, um grupo de cidadãos lavrenses que foi preso pela ditadura militar, viram seus nomes finalmente "limpos", depois de exaustivo inquérito policial militar.

A matéria da "Última Hora" transcreve na íntegra o resultado do IPM – Inquérito Policial Militar – que pede o arquivamento do processo. 

"O Dr. Juiz Auditor do Conselho Permanente de Justiça Militar da 4ª Região Militar Antônio Arruda Marques, enviou ontem, um ofício ao Exmo. Sr. General Itiberê Gouveia Amaral, comunicando que mandou arquivar o processo de várias pessoas da cidade de Lavras, acusadas de Subversão, por completa falta de provas.

Logo após o julgamento, o Dr. Juiz Auditor expediu o seguinte ofício ao Exmo. Sr. General Itibirê Gouveia Amaral: "Comunico a V. Excia. Que em despacho de 13/8/1968, atendendo a pareceres do Ministério Público Militar, determino o arquivamento do I. P. M. em que figuram como indiciados por completa falta de provas as seguintes pessoas: Maurício Haddad, Luiz Capistrano de Alkimin (1º tenente da Polícia Militar de Minas Gerais, reformado), Herculano Pinto Filho, Leônidas de Souza Lima, Antônio Fernandes Neto, Evaristo Teixeira da Silva, Nilson Vital Naves, Douglas Vancura de Morais, professor Rubem Azevedo Alves, Geraldo Ferreira, Ciro da Costa, Vasco José de Carvalho, Guilherme Winter, Francisco Rodarte (advogado), José da Silva Maia (ferroviário aposentado), Ezequiel Rabelo, Rui Rodarte, Rubens Martins Moreira, Dirceu Ferreira, Geraldo Moreira Santos (contador) e Fernando Chaves".

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