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polícia / Homicídio /


Publicada em: 11/05/2020 20:26 - Atualizada em: 12/05/2020 08:04
Crime de infanticídio em Lavras: mulher deu à luz em casa, sozinha, e deixou seu recém-nascido numa bolsa fechada
Foi o companheiro dela que encontrou a bolsa, mas o bebê já estava morto

Delegacia de Lavras Foto: Arquivo Jornal de Lavras

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A Polícia Militar foi acionada na manhã de ontem, domingo, dia 10, para atender uma ocorrência de infanticídio, no bairro Jardim América. Uma mulher, que acionou a PM, contou que seu filho a procurou por volta de 6h, solicitando sua ajuda para verificar uma bolsa que ele acreditava haver o corpo de um recém-nascido. Ele contou para sua mãe que sua companheira estava grávida e tentou aborto durante a gravidez, ele disse que acreditava que ela havia ganhado a criança e a colocado na referida bolsa. A mãe do rapaz foi até o local e,. ao abrir a bolsa, constatou que havia um recém-nascido já morto, diante disso ela acionou a Polícia Militar imediatamente.

O rapaz contou à polícia que sua companheira estava grávida de seu quarto filho, porém, ela não queria a criança que estava por vir. Contou ainda que, durante a gravidez, tentou abortar, nunca procurou um médico para realizar exame pré-natal e escondia a gravidez de todos. Ele contou para a PM que no sábado, dia 9, por volta de 16h, percebeu um comportamento estranho da mulher: disse que ela entrou numa casinha de ferramentas nos fundos da casa, local que ela nunca havia entrado antes, e ficou por um bom tempo. Depois a mulher disse a ele que estava indo para Ijaci, onde passaria o Dia das Mães na zona rural daquela cidade junto de sua mãe. O rapaz contou que logo depois disso ele saiu para acompanhar o sepultamento de seu avô e, ao retornar, não encontrou mais sua companheira em casa. Disse que depois, ele foi até o cômodo de ferramentas para pegar um cigarro de maconha para fumar, momento que percebeu uma bolsa que sua companheira havia perguntado por ela na sexta-feira. Ele viu a bolsa escondida num canto coberta com um saco e, ao pegá-la, percebeu que estava pesada. Ele então abriu o zíper da bolsa, viu um pano, ficou transtornado e não teve coragem de descobrir para ver o que tinha, foi então que procurou sua mãe.

A perícia da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil (Depol), foi acionada. Uma perita realizou o trabalho de praxe e liberou o corpo do recém-nascido para o serviço funerário.

Diante do ocorrido, a PM deu início às buscas para localizar a mulher e a encontrou na zona rural de Ijaci, na casa de sua mãe, sendo encaminhada para o posto policial daquela cidade para registro da ocorrência.

No posto policial ela contou que ficou grávida e que não queria a criança, que seria seu quarto filho, que sofreu muito com a criação de seus três filhos e que não queria mais isso para ela. Contou também que fez diversas tentativas de aborto com a ingestão de chás, mas não deram certo.

Ela contou que na sexta-feira, por volta das 3h da madrugada, teve contrações fortes e que pensou em acordar seu companheiro para leva-la ao médico, mas decidiu não acordá-lo. Disse também que sua bolsa rompeu e que foi ao banheiro, esticou um edredom no chão, onde entrou em trabalho de parto. Ela contou que com uma tesoura cortou o cordão umbilical, depois enrolou a criança no edredom, a colocou dentro da bolsa, fechou o zíper, colocou a bolsa em um canto do cômodo e cobriu com um saco, depois foi para uma escada no quintal, sentou num degrau e começou a chorar.

Ela disse que seu companheiro, quando acordou, a questionou a razão do choro e ela disse que não era nada, ele então foi trabalhar e a deixou no mesmo lugar, que segundo ela, ficou por muito tempo. Ela disse a PM que entrou somente para alimentar os três filhos e tomar banho. Ela disse que ligou para seu padrasto para busca-la, que foi informada que sua irmã estava em Lavras e que a pegaria em casa para leva-la para Ijaci. Ela foi com a irmã e levou seus três filhos. 

Questionada pela polícia sobre o trabalho de parto, ela contou que foi realizado com a luz apagada e que não viu o sexo da criança, disse também que ela não chorou e também não viu se ela mexia, disse que além de escuro, estava muito frio, por isso embrulhou a criança no edredom e colocou na bolsa.

Após seu depoimento ela foi levada até a 1ª Delegacia de Polícia Civil em Lavras, onde foi ouvida pelo delegado Ailton Pereira, depois foi encaminhada ao presídio de Bom Sucesso, onde ficará a disposição da justiça.

 
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