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Publicada em: 14/11/2019 14:12 - Atualizada em: 14/11/2019 15:14
Disputa do Cruzeiro contra o rebaixamento levanta questões importantes sobre time e torneio

Talvez nem o mais pessimista dos cruzeirenses poderia imaginar o que lhe aguardava na temporada de 2019. Afinal, o elenco do time era, em teoria, forte o bastante para poder bater de frente com os maiores times brasileiros. Foi assim até que o time conquistou o Campeonato Mineiro em cima do Atlético Mineiro e também o seu segundo título seguido na Copa do Brasil, vencendo o Corinthians na final no ano passado.

Entretanto, o buraco para a Raposa era bem mais embaixo. O futebol demonstrado por Mano Menezes era muito mais deficiente do que se esperava para que os bons resultados viessem também no Campeonato Brasileiro, e a própria personalidade combativa do técnico, em conjunto com os problemas extracampo pelos quais o Cruzeiro passava, não ajudaram o time a traçar um bom caminho logo após mais um título do Campeonato Mineiro sobre o Galo.

Assim, o Cruzeiro se via numa situação inversa à do rival carioca Flamengo. Seu bom desempenho no Campeonato Mineiro era talvez ilusório, uma vez que o presumido potencial do time não foi realizado em âmbito nacional. Por sua vez, as atuações do Flamengo no Campeonato Carioca (apesar de ter ganhado o título) eram preocupantes, mas não refletiam o nível real do elenco rubro-negro.

Os baques em definitivo para o cruzeirense vieram de início nas copas. Na Libertadores, durante as oitavas de final, o Cruzeiro foi eliminado nos pênaltis para o River Plate, que hoje se encontra na final do campeonato. E na Copa do Brasil – por onde Mano Menezes havia encontrado uma boa dose do sucesso que o mantinha no cargo –, o time foi eliminado pelo Internacional nas semifinais, com Mano pedindo demissão do cargo alguns minutos após a derrota por 1 a 0 contra o time gaúcho em casa.

Já na saída de Mano no começo de agosto, o Cruzeiro se encontrava em uma situação bem difícil no Campeonato Brasileiro. Em 13 jogos, haviam sido alcançadas apenas 2 vitórias e 4 empates. Somavam-se, assim, 10 pontos no percurso, o que colocava o time em 18º lugar na tabela.

Dessa forma, o time, que antes do campeonato tinha altas expectativas nas apostas online com a Betfair, se viu em situação completamente oposta em pouco tempo após o começo do campeonato. E, para azar dos cruzeirenses, a saída de Mano não melhorou muito a situação da equipe, que até o dia 12 de novembro havia conquistado apenas 25 pontos desde que o gaúcho pediu as contas no Mineirão.

A sorte do Cruzeiro é que, por pior que seja a sua situação sob o veterano técnico Abel Braga, ela ainda não é tão ruim quanto a de seus rivais. Tanto Fluminense quanto Botafogo estão em plena rota de descenso, enquanto Fortaleza e Ceará seguem caminho parecido. E uma vez que três times (CSA, Chapecoense e Avaí) parecem já ter garantido sua presença na Série B do ano que vem, a disputa agora envolve cinco times – seis, se o Atlético, que está um pouco acima dos demais, for incluído na lista – que querem distância do famigerado 17º posto na tabela.

A partir desse ponto, tem-se duas discussões. A primeira é a partir da observação de que a temporada do Cruzeiro foi bem abaixo daquilo que os seus jogadores poderiam produzir. Até o começo do ano, jogadores como o defensor Dedé, os atacantes Fred e Thiago Neves e o goleiro Fábio poderiam muito bem se encaixar em boa parte dos times no topo da tabela do Brasileirão.

A outra discussão é sobre a quantidade de clubes que são rebaixados todo ano no Campeonato Brasileiro. É uma questão antiga, uma vez que muitos acham que quatro times rebaixados – quando lá fora o costume é de ter três times ocupando a zona de rebaixamento – é muita coisa para um campeonato de ligas como o nosso. Já os defensores desse sistema tendem a defender que o número de times rebaixados é bom por aumentar o nível de competitividade do torneio, além de permitir maior renovação de times no cenário nacional.

Se o Cruzeiro conseguir se salvar do rebaixamento, essas pautas estarão bem vivas na consciência coletiva dos fãs do time. E também de todos os outros que quiçá se salvem por um triz de um sistema que talvez seja punitivo demais para os times que fazem o Brasileirão ser um dos torneios de liga mais fortes do mundo.

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