.jpg)
Geralmente a ministração de antibióticos se dá após o tratamento de vacas em lactação por problemas de mastite
.
![]() |
@jornaldelavras |
![]() |
@jornaldelavras |
![]() |
(35) 99925.5481 |
Uma pesquisa da Universidade Federal de Lavras (Ufla) está lançando luz sobre um tema crítico para o agronegócio: o uso massivo de antimicrobianos em fazendas leiteiras. Financiado pela Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais) e gerenciado pela Fundecc (Fundação de Desenvolvimento Científico e Cultural), o estudo acompanhou 118 propriedades mineiras durante um ano para mapear como o manejo desses medicamentos afeta a saúde pública, a segurança do leite e o bolso do produtor.
Diferente da medicina humana, o controle de prescrição na produção animal ainda enfrenta gargalos, o que dificulta a mensuração do consumo e favorece a resistência bacteriana - um desafio global de Saúde Única.
A coordenadora do projeto, professora Elaine Dorneles, destaca que o volume de medicamentos é expressivo. "Estamos falando de milhares de frascos. Quando o produtor utiliza o antibiótico de forma racional, ele evita o descarte de leite com resíduos, gerando ganho econômico direto e protegendo o consumidor", explica.
A equipe, que conta com a médica-veterinária Ana Carolina Chalfun, ressalta que o objetivo é transformar dados em políticas públicas e orientações práticas para a indústria. A parceria com a CCPR (Cooperativa Central dos Produtores Rurais) reforça essa visão. Para o gerente de qualidade Cássio Camargo, a segurança do alimento exige responsabilidade compartilhada: "A qualidade passa por atitude em cada elo da cadeia para garantir um produto competitivo e seguro".
Ao integrar ciência e setor produtivo, a Fundecc e a Ufla buscam não apenas identificar problemas, mas oferecer soluções que alinhem a rentabilidade do campo às exigências sanitárias nacionais e internacionais. O uso consciente de medicamentos é, hoje, o caminho para uma produção sustentável e segura.
.jpg)
.jpg)
|
|
|