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O clima de insegurança voltou a assombrar os comerciantes da avenida Vereador José Santana na manhã desta quinta-feira, dia 22 de janeiro. O proprietário de uma loja de auto elétrica foi surpreendido ao descobrir que o subsolo de seu estabelecimento, que passa por obras para futura locação por parte do proprietário do imóvel, foi alvo de um furto qualificado que resultou em destruição e prejuízo financeiro.
Ao se dirigir ao subsolo para buscar uma mangueira de jardim, o empresário percebeu que a segurança havia sido violada: um cadeado havia sido removido e outro estava aberto. No interior do imóvel, o cenário era de vandalismo. O criminoso arrancou toda a fiação elétrica, destruindo tomadas, interruptores e a caixa de distribuição.
Além dos fios - visados pelo mercado ilegal de sucata -, a mangueira de jardim também foi levada. O imóvel abriga atualmente as lojas LumosCar e JapaSom, e a área invadida estava sendo preparada pelo proprietário do prédio para receber um novo comércio.
Através de câmeras de monitoramento, o lojista identificou o autor. Pouco tempo depois, o suspeito foi avistado caminhando pela própria avenida. Ao ser questionado, o homem negou o crime, mas ficou sem reação ao ser confrontado com as imagens das câmeras.
Com o apoio de outros comerciantes locais, o suspeito foi contido e a PM foi acionada. No entanto, o desfecho gerou indignação: O homem foi segurado por mais de uma hora e a Polícia Militar não compareceu no local durante o período de retenção, e pela impossibilidade de os civis manterem a custódia, o indivíduo foi solto.
Segundo relatos colhidos pela reportagem, o suspeito é um velho conhecido das forças de segurança, acumulando dezenas de passagens por furtos em Lavras. Em conversa exclusiva com o Jornal de Lavras, o proprietário da LumosCar expressou o sentimento de frustração que atinge a classe empresarial: "Está cada vez mais difícil trabalhar em Lavras com esses ladrões agindo livremente. Não culpo a polícia, que faz o trabalho dela, mas não entendemos por que um criminoso reincidente como este não permanece preso", desabafou o comerciante.
Até o fechamento desta matéria, o prejuízo material ainda não havia sido totalmente contabilizado, mas a sensação de impunidade permanece entre os trabalhadores da região.
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