
Cavalo morreu no local, motorista não sofreu ferimentos graves graças a proteção do air bag que inflou no momento da colisão. Imagem captada do vídeo
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Um grave acidente registrado na noite de ontem, quinta-feira, dia 30 de julho, chama a atenção para o risco da presença de animais soltos em rodovias da região. Um motorista a bordo de um automóvel com placas de Ijaci transitava pela rodovia Agnésio Carvalho de Souza (MG-335), trecho que liga Lavras a Ijaci, quando foi surpreendido por um cavalo na pista.
O condutor não teve tempo hábil para se desviar e colidiu frontalmente contra o animal. Com o impacto da batida, o cavalo morreu no local e a parte dianteira do veículo ficou completamente destruída. Apesar da gravidade da colisão, o motorista não sofreu ferimentos graves. Ele foi salvo pelo acionamento do air bag, equipamento de segurança essencial que passou a ser item obrigatório em veículos novos fabricados no Brasil a partir de 2014.
O acidente ocorrido na MG-335 evidencia um problema recorrente e letal nas estradas brasileiras: a presença indevida de animais de grande porte, como cavalos, bois e vacas, na pista de rolamento.
Animais como cavalos possuem pernas longas e peso elevado (muitas vezes superior a 400 kg). No momento do impacto de um veículo de passeio, as patas do animal cedem, fazendo com que o corpo pesado seja arremessado diretamente contra o para-brisa e o teto do carro - região onde a estrutura metálica é mais frágil -, aumentando dramaticamente o risco de traumas fatais nos ocupantes e no animal.
Durante a noite, a percepção de animais na pista é extremamente difícil. Em vias sem iluminação pública contínua, os faróis do carro só alcançam o animal quando a distância já é insuficiente para uma frenagem de emergência ou desvio seguro.
O Código Civil Brasileiro (Art. 936) estabelece que o dono ou detentor de animais responde pelos danos por estes causados. Além do prejuízo financeiro e administrativo, a omissão na guarda de animais que resulte em acidentes com feridos ou mortos pode configurar crime de lesão corporal culposa ou homicídio culposo na direção de veículo automotor.
Autoridades de trânsito orientam que, ao avistar animais na pista, o motorista reduz a velocidade gradativamente, evite buzinar ou piscar faróis altos para não assustar o animal e informe imediatamente a Polícia Militar Rodoviária ou a concessionária responsável pelo trecho.
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