
Material apreendido com os pescadores que fugiram quando a PM do Meio Ambiente chegou. Fotos, vídeo e informações: Polícia Militar do Meio Ambiente
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Na madrugada desta segunda-feira, dia 18 de maio, a Polícia Militar de Meio Ambiente de Lavras desencadeou uma operação repressiva de impacto para combater a pesca ilegal e predatória no rio Grande. A ação teve como foco reprimir a captura clandestina de espécies nativas e garantir a preservação do ecossistema local.
A ofensiva policial concentrou-se nas imediações da Usina Hidrelétrica (UHE) do Funil, abrangendo o trecho que se estende desde o barramento do empreendimento hidrelétrico até a ponte rodoferroviária do município de Ribeirão Vermelho.
De acordo com as normas ambientais vigentes no Estado de Minas Gerais, A Pesca é completamente proibida em todo este perímetro. Qualquer atividade pesqueira neste trecho - seja ela amadora ou profissional - é considerada ilegal e constitui uma grave infração contra a fauna aquática.
Durante a incursão na madrugada, as equipes surpreenderam seis indivíduos atuando de forma flagrante e predatória na captura de peixes da espécie Dourado. Para tentar evitar a responsabilização criminal, os infratores adotaram duas táticas de evasão. Todos utilizavam máscaras ou panos para esconder o rosto, o que evidencia o pleno conhecimento da ilegalidade do ato e a clara intenção de dificultar o trabalho de identificação da polícia.
Ao perceberem a abordagem, os homens se lançaram nas águas do rio Grande. Posteriormente, foram visualizados alcançando as margens e escapando em direção a uma área de vegetação densa de Mata Atlântica.
Embora o terreno acidentado e a escuridão tenham prejudicado a prisão em flagrante imediata, o rastreamento dos suspeitos continua ativo. A 5ª Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente de Lavras segue em diligências contínuas e operações focadas na qualificação e captura de todos os autores do crime.
Apesar da fuga dos autores, a operação resultou na apreensão de uma quantidade expressiva de peixes e equipamentos utilizados na prática criminosa. O balanço final da ação contabilizou: 9 peixes da espécie Dourado (totalizando 52 quilos); um barco de alumínio e uma bicicleta; 3 conjuntos de caniço com molinete além de grande quantidade de chumbadas, anzóis e sarapós (isca viva).
Infelizmente, devido ao tempo decorrido durante o desenrolar das ações policiais e as condições de armazenamento no momento da fuga, os 52 kg de Dourado não apresentavam condições sanitárias seguras para o consumo humano. Por esse motivo, o pescado teve de ser descartado, não sendo possível sua doação a entidades filantrópicas.
A Polícia Militar de Meio Ambiente reforça que pescar em locais interditados por órgãos competentes não é um mero deslize administrativo, mas sim um crime ambiental grave, previsto na Lei Federal nº 9.605/1998.
Os envolvidos estão sujeitos a penas que podem chegar a 3 anos de detenção, além do pagamento de multas severas calculadas de acordo com o peso do pescado e agravantes da infração.
Tanto a pesca amadora quanto a profissional são regidas por legislações estritas. A instituição orienta todos os pescadores a buscarem informações prévias sobre as bacias hidrográficas locais antes de praticarem a atividade, atentando-se para os locais permitidos, períodos de defeso (piracema), modalidades autorizadas, cotas e restrições de equipamentos.
A PM do Meio Ambiente pede que se alguém tiver informações sobre esses homens que denuncie pelo telefone 190, não é necessário se identificar, a denúncia pode ser de forma anônima.