
Família de Contagem morre em Lavras no feriado de Carnaval mais violento desde 2020
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O feriado de Carnaval de 2026 entrará para as estatísticas oficiais como o mais letal nas estradas desde 2020. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que o período entre 13 e 18 de fevereiro registrou um salto alarmante na violência nas estradas brasileiras. No centro dessa estatística sombria, um acidente devastador no município de Lavras chocou o estado.
Na quarta-feira de cinzas, dia 18 de fevereiro, o trecho mineiro da rodovia federal tornou-se palco de uma cena de horror. No km 693, em Lavras, uma família de Contagem (Região Metropolitana de Belo Horizonte) que retornava de uma viagem de descanso em Ubatuba (SP), teve sua trajetória interrompida bruscamente.
O condutor de uma Volkswagen Saveiro, de cabine estendida, perdeu o controle da direção em circunstâncias que ainda estão sob análise. O veículo atravessou o canteiro central em alta velocidade e invadiu a pista contrária, que seguia no sentido São Paulo.
A caminhonete Saveiro atingiu violentamente uma carreta que transitava na pista oposta. O impacto provocou o chamado efeito chicote: a caminhonete foi arremessada contra a lateral de uma segunda composição de carga, uma outra carreta.
Após colidir contra a defensa metálica no acostamento, o veículo foi tomado pelas chamas instantaneamente. Quatro ocupantes, incluindo uma criança, morreram no local, consumidos pelo fogo. Uma quinta pessoa foi resgatada em estado gravíssimo e encaminhada para atendimento hospitalar.
Os dados nacionais divulgados pela PRF pintam um quadro preocupante para a segurança pública. O número total de óbitos chegou a 130 mortes, o que representa um aumento drástico de 53% em comparação com o Carnaval de 2025, quando 85 pessoas perderam a vida. Foram 45 famílias a mais que receberam a notícia do luto em apenas um ano.
O balanço operacional detalha a magnitude do caos nas rodovias. No total foram 1.241 ocorrências registradas em todo o país. Foram 343 colisões de alta gravidade, com potencial de sequelas permanentes ou mortes. Vítimas não fatais foram 1.481 feridos contabilizados pelas equipes de resgate.
Apesar do reforço no policiamento, a imprudência dos condutores desafiou as autoridades. A fiscalização resultou em um volume recorde de infrações administrativas e prisões em flagrante.
Foram 2,4 mil motoristas multados por dirigir sob efeito de álcool. Dessas, 108 pessoas foram detidas durante a operação. Além de crimes de trânsito, as prisões englobaram o transporte de entorpecentes e outras atividades ilícitas nas estradas.
A Polícia Rodoviária Federal destaca em seu relatório divulgado para a imprensa que a combinação de alta velocidade, desrespeito às normas de trânsito e crimes correlatos elevou o Carnaval 2026 a um patamar de letalidade histórico.
O balanço final não é apenas um relatório técnico, mas um alerta urgente sobre a necessidade de maior rigor punitivo e, acima de tudo, uma mudança de comportamento dos condutores que trafegam em períodos de grande fluxo.
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