
Caso ganha repercussão estadual e Polícia Civil entra na apuração
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Um crime de maus-tratos que chocou a comunidade lavrense está sendo investigado pelas autoridades. Na noite de ontem, quarta-feira, dia 18 de fevereiro, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de disparo de arma de fogo contra um animal doméstico. O crime ocorreu em via pública no bairro Parque Bocaina e resultou na morte imediata de uma cadela.
A Polícia Militar registrou o caso. Testemunhas relataram ter ouvido o estampido de um tiro e, logo em seguida, avistaram um veículo de cor cinza - possivelmente um Fiat Mobi ou um Volkswagen Up - deixando o local em alta velocidade.
Ao chegarem ao endereço indicado, os militares confirmaram a morte do animal.
Durante a perícia visual, foi constatada uma lesão perfurante na região do tronco, compatível com projétil de arma de fogo, que teria atingido órgãos vitais.
O tutor da cadela foi localizado e relatou que havia retornado de sua propriedade rural à tarde. Segundo ele, o animal costumava ficar na rua e nunca apresentou histórico de agressividade ou conflitos com vizinhos.
A Polícia Militar realizou diligências imediatas, buscando imagens de sistemas de monitoramento nas imediações e realizando o rastreamento na região. No entanto, devido à baixa visibilidade ou ângulo das câmeras, ainda não foi possível confirmar a placa do veículo ou a identidade do autor.
Crime desta natureza é passivo de penalidade, os crimes de maus-tratos e morte contra animais, tanto silvestres quanto domésticos podem reder penas de dois a cinco anos, mais multa. Atualmente, principalmente depois do caso Orelha, em Santa Catarina, esta modalidade criminosa tem grande repercussão e dificilmente o criminoso consegue se esquivar da justiça.
O caso em Lavras ganhou repercussão política em nível estadual e a ativista Daiana Garcia (Daia Protetora) entrou em contato direto com o deputado estadual Noraldino Júnior (PSB), conhecido por sua defesa da causa animal. O parlamentar solicitou uma investigação rigorosa e profunda sobre o caso. Segundo a assessoria, a punição é necessária não apenas pelo crime ambiental, mas pelo risco social que o autor oferece. "Quem maltrata animais e dispara em via pública demonstra um desvio de conduta perigoso, podendo facilmente fazer vítimas humanas", destacou a protetora.
O boletim de ocorrência foi registrado e os dados seguem à disposição da Polícia Civil para a continuidade das apurações.
Quem tiver alguma informação que possa levar até os responsáveis por este crime, entre em contato com a Polícia Militar, através do telefone 190, não é necessário se identificar.

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