
Balão com estandarte é visto em diversas cidades do Campo das Vertentes e Sul de Minas
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Na tarde desta segunda-feira, dia 16 de fevereiro, um evento inusitado rompeu a monotonia do céu azul em Itumirim e cidades vizinhas. Moradores foram surpreendidos pela presença de dois objetos estranhos pairando em grande altitude. Inicialmente vistos apenas como pontos brilhantes. A curiosidade logo deu lugar à identificação: tratava-se de um grande balão não tripulado em pleno deslocamento.
O artefato carregava consigo um estandarte de proporções consideráveis, que ondulava ao sabor do vento. Apesar das tentativas de registro por meio de fotos e binóculos, a distância e a movimentação impediram a leitura do que estava escrito ou estampado no tecido, deixando um rastro de mistério sobre a origem e o propósito da soltura.
O balão não limitou sua exibição a Itumirim. Devido às correntes de ar, o objeto seguiu uma rota que permitiu que fosse visualizado nitidamente em diversas localidades da região, incluindo Ingaí, Ijaci, Macaia, Itutinga e Cassiterita.
Embora a cena possa parecer lúdica para alguns, o episódio acende um alerta vermelho para as autoridades e para a preservação ambiental. A prática de soltar balões é extremamente perigosa e acarreta consequências severas. Balões podem colidir com aeronaves ou serem sugados pelas turbinas, causando acidentes catastróficos. Em uma região com tráfego de aviões de pequeno porte e helicópteros, o perigo é iminente. Ao cair, esses objetos podem dar início a queimadas de grandes proporções em matas e pastagens, destruindo a fauna e a flora local. A queda sobre redes elétricas pode causar curtos-circuitos e deixar cidades inteiras sem abastecimento de energia. Vale lembrar que fabricar, vender, transportar ou soltar balões é crime ambiental no Brasil (Lei nº 9.605/98), sujeito a pena de detenção e multa.

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