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Publicada em: 16/02/2026 12:22 - Atualizada em: 16/02/2026 19:12
A crise de saúde mental na segurança pública brasileira

A saúde mental dos policiais no Brasil tem se tornado um tema de grande relevância, especialmente diante dos desafios diários enfrentados por esses profissionais. Imagem extraída do site da Neuro Conhecimento

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A saúde mental dos profissionais de segurança pública consolidou-se como um tema estratégico para o Estado. A exposição recorrente à violência, ao risco de morte e à pressão institucional tem gerado quadros severos de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático, com índices de suicídio que, em muitos casos, superam as mortes em confronto.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam a gravidade da situação nestas duas corporações. Em 2024, foram registrados 126 suicídios entre policiais civis e militares no Brasil.

Embora tenha havido uma queda de 8% em relação a 2023 (137 casos), o problema é estrutural. Desde o fim da década de 2010, o número de mortes por questões psíquicas tem crescido gradualmente, tornando-se uma das principais causas de perda de efetivo nas polícias.

Os policiais penais enfrentam um ambiente de confinamento e tensão contínua, apresentando dados alarmantes. No Rio Grande do Sul, a taxa estimada no primeiro semestre de 2025 foi de 44,1 mortes por 100 mil servidores - mais de quatro vezes a média nacional da população.

Entre 2018 e 2023, o IPPES (Instituto de Pesquisa, Prevenção e Estudos em Suicídio) contabilizou 104 suicídios de policiais penais ativos no país.

Uma pesquisa com 22 mil agentes revelou que 46,7% sentiram medo relacionado ao trabalho recentemente, e mais de 20% apresentam sintomas de transtorno de ansiedade.

O Estado brasileiro tem respondido com a criação de marcos legais e programas de apoio, como a instituição do Programa Pró-Vida, tornando obrigatória a atenção especializada à saúde mental e prevenção ao suicídio para todas as forças.

O governo lançou o Escuta, do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), que oferece atendimento psicológico online e sigiloso. A Polícia Federal também se destaca com projetos internos como o Rosa dos Ventos e PlenaMente PF.

Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) é referência na modernização desse cuidado. Através da Diretoria de Atenção à Saúde do Servidor (DAS) e da adesão ao Escuta SUSP em 2024, o estado oferece suporte multiprofissional e cursos de capacitação focados especificamente no ambiente prisional.
Apesar dos avanços, o texto aponta que a implementação das políticas é desigual entre os estados. Os principais obstáculos são o estigma institucional (medo de parecer "fraco" ao pedir ajuda), o déficit de pessoal, o assédio moral e a infraestrutura precária, que continuam a sobrecarregar emocionalmente os servidores.

 
 



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