
A infecção ocorre quando há a ingestão acidental de larvas do verme presentes nas frutas e hortaliças contaminadas com o muco (gosma) que o molusco libera quando se locomove
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Moradores do bairro Campestre III, em Lavras, procuraram o Jornal de Lavras para relatar um problema e fazer o alerta: a presença massiva do caramujo-gigante-africano (Lissachatina fulica). O problema transformou o cenário das ruas, os moluscos são encontrados facilmente em calçadas, muros e invadindo as paredes das residências, gerando medo e repulsa na comunidade.
Embora pareçam inofensivos à primeira vista, esses moluscos são hospedeiros intermediários de parasitas perigosos para os seres humanos. O contato direto ou o consumo de alimentos contaminados pode desencadear patologias graves como a meningite causada pelo verme Angiostrongylus cantonensis.
De acordo com os relatos ao Jornal de Lavras, o foco principal da reprodução está em terrenos baldios com mato alto e acúmulo de detritos, locais que oferecem a umidade e o abrigo ideais para a proliferação descontrolada da espécie.
Os moradores disseram que já procuraram a Prefeitura Municipal relatando o problema, mas a resposta obtida, no entanto, foi de que a responsabilidade pela manutenção e limpeza dos terrenos é estritamente dos proprietários dos lotes. Enquanto o impasse entre fiscalização e donos de terrenos continua, os moluscos seguem avançando sobre a área urbana.
Em consulta a Secretaria de Saúde do município, o Jornal de Lavras foi informado de que não há registros oficiais de casos de contaminação humana por esses parasitas na cidade ou em municípios vizinhos. Contudo, o risco iminente mantém a vizinhança em alerta máximo.
A contaminação ocorre quando a larva, presente no muco do caramujo, é ingerida. O parasita pode migrar para o sistema nervoso central, causando inflamação das membranas que envolvem o cérebro. Angiostrongilíase Abdominal, provocada pelo parasita Angiostrongylus costaricensis, que pode causar fortes dores abdominais, febre e, em casos severos, perfuração intestinal e hemorragias.
O maior risco de contaminação não é pelo toque, mas na ingestão de hortaliças, frutas e verduras que tiveram contato com o muco do animal e não foram higienizadas corretamente.
Para evitar o contágio, especialistas recomendam não tocar nos animais sem o uso de luvas ou sacos plásticos nas mãos; lavar rigorosamente alimentos que possam ter tido contato com o solo; para o descarte, os exemplares recolhidos devem ser esmagados ou queimados, posteriormente enterrados com cal, ou colocados em solução de água sanitária, evitando apenas jogá-los no lixo comum vivos.


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