
A carne foi descartada em um aterro sanitário depois que foram despejados creolina sobre ela. Fotos: PMMA
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Uma operação de fiscalização contra o desmatamento na zona rural de Campo Belo, realizada na manhã de hoje, quinta-feira, dia 5 de fevereiro, revelou um cenário de barbárie e sofrimento extremo.
O Grupamento de Polícia Militar de Meio Ambiente da 6ª Companhia Independente, sediada em Lavras, descobriu um abatedouro ilegal de cavalos e similares (equídeos) operando em condições de absoluta crueldade. No local, a frieza do crime chocou os militares.
A fazenda estava repleta de vestígios que denunciavam o martírio dos animais, como cabeças, cascos, carcaças mutiladas e vísceras (foto abaixo) estavam espalhados pelo solo, sem qualquer cuidado sanitário.
O sangue que encharcava a terra era o registro final de métodos de abate brutais, realizados sem qualquer tipo de insensibilização, condenando os animais a uma morte lenta e agonizante.
Diferente dos abatedouros regulamentados, locais clandestinos utilizam instrumentos rudimentares que infligem dor lancinante e terror psicológico aos animais, que muitas vezes são abatidos na presença uns dos outros.
A perícia da Polícia Civil e fiscais do IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária) e da Vigilância Sanitária confirmaram a insalubridade do local. Em cinco freezers, foram encontrados 800 kg de carne já embalada, pronta para ser comercializada de forma criminosa. Sem qualquer controle de higiene, o produto é considerado altamente tóxico e impróprio para o consumo humano, representando um grave atentado à saúde pública.
O responsável pelo local, que já é reincidente na prática de maus-tratos e abate ilegal, foi identificado, mas fugiu antes da chegada das equipes e segue sendo procurado. O suspeito enfrentará uma série de acusações graves, incluindo maus-tratos a animais com agravante pela morte e pelo sofrimento infligido; poluição ambiental, pelo descarte irregular de restos biológicos e, crimes contra a relação de consumo, pela venda de carne clandestina.
Se condenado, a somatória das penas para esses crimes pode ultrapassar 10 anos de reclusão, além de multas pesadas. As investigações continuam para localizar o autor e identificar possíveis compradores dessa carne.
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