O azul profundo no céu de Lavras começa a ceder espaço ao cinza das nuvens carregada
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O amanhecer desta terça-feira, dia 27 de janeiro, em Lavras, trouxe um sol forte e calor intenso logo cedo. No entanto, o brilho matinal esconde um cenário meteorológico perigoso: a previsão indica que o município deve seguir a tendência crítica do Sul de Minas, com pancadas de chuva à tarde e a chegada de um temporal de grandes proporções durante a noite.
A região atravessa um período dramático. As chuvas incessantes continuam castigando as cidades da região, acumulando um rastro de destruição que inclui: inundações severas em perímetros urbanos; quedas de muros e árvores de grande porte; deslizamentos de terra em áreas de encosta; destruição de infraestrutura, com estradas rurais e vias urbanas seriamente comprometidas.
Nas últimas 24 horas, o impacto foi devastador em pelo menos quatro municípios da região. Em Passa Quatro, a força das águas reviveu um trauma histórico: a inundação atual remete à tragédia ocorrida há 69 anos (em dezembro de 1956), quando uma tromba d'água tirou a vida de 32 pessoas e destruiu parcialmente a cidade.
Além de Passa Quatro, os municípios de Bocaina de Minas, Cristina e Virgínia também contabilizam danos graves e prejuízos materiais nas últimas 24 horas.
Embora o dia tenha começado estável, a convergência de umidade e o calor acumulado elevam drasticamente o risco de fenômenos severos em Lavras. A expectativa é que o volume de chuva nas próximas horas possa causar transtornos semelhantes aos vistos no restante da região, com potencial para alagamentos repentinos e rajadas de vento.
A recomendação é de vigilância total, especialmente para moradores de áreas ribeirinhas ou próximas a encostas. Evite trafegar por vias inundadas durante o período da noite.
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