
Sargento Simas, um dos bombeiros heróis do quartel de Lavras que atuou em Brumadinho. Fotos exclusivas cedidas ao Jornal de Lavras
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[Matéria EXCLUSIVA Jornal de Lavras] Exatos sete anos após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) anunciou oficialmente o encerramento das operações de busca pelas vítimas da maior tragédia humanitária e ambiental da história do estado. A decisão foi tomada após a conclusão da vistoria de 100% do volume de rejeitos despejados, um total estimado em 11 milhões de metros cúbicos de lama.
Imediatamente após o anúncio oficial do encerramento das buscas, a reportagem do Jornal de Lavras conversou, com exclusividade, com o Sargento Simas, um dos militares de Lavras que enfrentou a linha de frente em Brumadinho. Em um relato visivelmente emocionado, ele compartilhou sobre a atuação da Companhia na operação.
Ao todo, 50 bombeiros de Lavras participaram das frentes de trabalho em Brumadinho. A operação foi estruturada em um rigoroso sistema de revezamento, e cada militar atuou em, no mínimo, cinco missões no local da tragédia. As equipes enfrentaram condições extremas, como insalubridade, desgaste físico e forte impacto emocional, mantendo o foco na localização de vítimas e no apoio às famílias atingidas.
A contribuição dos bombeiros de Lavras foi especialmente importante nas atividades que exigiam expertise em salvamento em soterramentos e gestão de desastres, com atuação direta na triagem dos rejeitos em busca de restos mortais.
O encerramento das buscas marca o fim de um capítulo profundamente doloroso da história recente de Minas Gerais. Ao mesmo tempo, consagra a atuação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais - incluindo os militares de Lavras - como símbolo de compromisso com a vida, com a memória das vítimas e com a promessa institucional de permanecer no local até que todos os esforços possíveis fossem esgotados.
O trabalho ininterrupto da corporação resultou na localização de 268 vítimas, incluindo duas gestantes. Graças à tecnologia aplicada e à insistência dos cães de busca e dos militares, milhares de fragmentos foram identificados, permitindo um sepultamento digno para quase todas as joias (como as vítimas são carinhosamente chamadas).
Infelizmente, mesmo após o processamento de toda a lama, duas pessoas permanecem desaparecidas: o engenheiro mecânico Tiago Tadeu Mendes da Silva e a estagiária Nathália de Oliveira Porto Araújo. Embora as buscas físicas tenham se encerrado, o compromisso com a memória das vítimas permanece vivo.
Sobre a tragédia
Em 25 de janeiro de 2019, a barragem da Mina Córrego do Feijão rompeu-se, liberando uma avalanche de rejeitos de minério que devastou a bacia do rio Paraopeba. A tragédia ceifou 272 vidas (contabilizando os dois bebês cujas mães estavam grávidas) e alterou para sempre a história de Minas Gerais.






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