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Matéria Jornalística /


Publicada em: 25/01/2026 19:10 - Atualizada em: 26/01/2026 10:06
Prejuízo aos produtores e desperdício de alimento: produção de leite estraga sem refrigeração após falta de energia em Ijaci

Sem energia elétrica para funcionar os refrigeradores de leite, o produto é descartado

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 @jornaldelavras     @jornaldelavras   (35) 99925.5481

A instabilidade no fornecimento de energia elétrica voltou a castigar a zona rural de Ijaci neste fim de semana. Produtores das comunidades de Contendas e Córrego do Paiol entraram em contato com a redação do Jornal de Lavras na tarde deste domingo, dia 25 de janeiro, para manifestar sua indignação diante de um problema que se tornou recorrente e prejuízos que não param de crescer.

A situação atual é a repetição de um amargo problema para os moradores, que já haviam denunciado o descaso no dia 30 de dezembro, clique aqui e relembre a reclamação dos produtores de leite naquela ocasião.

Segundo os relatos colhidos pela reportagem do Jornal de Lavras, a interrupção mais recente começou ontem, no sábado, dia 24. A energia chegou a ser restabelecida por volta das 17h, mas a trégua foi curta: hoje, domingo, os termômetros e equipamentos pararam novamente às 6h da manhã. Até o fechamento desta edição, às 16h45, as comunidades seguiam no escuro.

Para o produtor rural, a falta de luz não é apenas um desconforto doméstico, é uma ameaça direta à sobrevivência do negócio. A pecuária leiteira, motor econômico daquelas comunidades, depende intrinsecamente da eletricidade para a ordenha mecânica. O atraso no processo estressa os animais e pode causar doenças como a mastite.

Outro problema é a falta de refrigeração imediata. O leite precisa ser resfriado rapidamente após a ordenha para manter sua qualidade. Sem energia, a temperatura sobe e o produto se torna impróprio para o consumo e processamento industrial.

Em dezembro milhares de litros de leite foram jogados fora, resultando em um desperdício desolador de alimento e insumos.

O sentimento entre os produtores locais é de abandono. A perda financeira é descrita como devastadora, atingindo não apenas o lucro, mas o capital de giro necessário para manter as fazendas operando. Além do prejuízo direto no galão de leite, toda a cadeia produtiva da região é comprometida, gerando um efeito dominó que afeta desde o transporte até o comércio final.

As comunidades de Contendas e Córrego do Paiol exigem uma resposta definitiva da concessionária de energia, a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) uma vez que as manutenções paliativas não têm sido suficientes para garantir a estabilidade necessária para a produção rural.


 
 



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