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O café movimenta a economia e é responsável por milhares de empregos na região. Imagem ilustrativa
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A cafeicultura mineira, líder em produção e exportação no Brasil, receberá um impulso estratégico com o lançamento do Centro de Excelência em Cafeicultura de Montanha. O projeto foi anunciado ontem, terça-feira, dia 2 de dezembro, pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG).
O novo centro terá um investimento significativo de cerca de R$ 17 milhões para sua estruturação e tem como objetivos primordiais de promover o desenvolvimento sustentável da cultura, fortalecer a economia regional e melhorar substancialmente a qualidade do café produzido.
O local escolhido para a sede do Centro de Excelência é Lavras. O centro será coordenado por Marcelo Ribeiro Malta, pesquisador da Epamig. A escolha de Lavras é estratégica, pois a cidade já está situada na mesma região onde a Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) possui campos experimentais de café, focados em pesquisa, desenvolvimento de cultivares e melhoramento genético.
O projeto será dedicado ao café de montanha, aquele cultivado em terrenos elevados onde as temperaturas são mais amenas, conferindo características únicas à bebida (terroir).
O projeto prevê a realização de diversos estudos ao longo de cinco anos e a atuação em conjunto com equipes de outras instituições de ponta, como as Universidades Federais de Lavras (Ufla) e de Viçosa (UFV).
Minas Gerais se mantém como a potência cafeeira do país, com uma média de 150 mil produtores. A safra de 2025 é estimada em 25,3 milhões de sacas.
Nas exportações, o estado lidera o mercado: até outubro de 2025, foram exportados US$ 8,8 bilhões, um acréscimo de 44,6% em relação ao ano anterior. Com isso, Minas responde por quase 75% das vendas brasileiras de café para o exterior.
Os investimentos em ciência, tecnologia e inovação no setor têm sido constantes. Desde 2019, o Governo de Minas já aportou cerca de R$ 16,9 milhões em projetos de café por meio de editais como o Competi Minas "Alysson Paolinelli". Além disso, foram atraídos mais de R$ 1,8 bilhão em investimentos privados no setor cafeeiro, gerando mais de 2 mil empregos diretos no estado.
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