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Publicada em: 03/12/2025 14:45 - Atualizada em: 03/12/2025 18:55
IBGE revela melhora histórica: pobreza cai e desigualdade de renda atinge menor patamar em Minas Gerais

As políticas públicas têm reflexos na economia e a iniciativa privada também se favorece. Imagens parciais de Lavras

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje, dia 3 de dezembro, a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) de 2025, uma análise detalhada das condições de vida da população brasileira. O relatório, que sistematiza dados importantes sobre a realidade social do país em temas como economia, trabalho e educação, reflete o impacto das políticas públicas implementadas pe,o governo federal e a consolidação da recuperação pós-pandêmica.

Um dos destaques do relatório é a significativa melhoria nas condições de vida em Minas Gerais. O percentual da população mineira que se encontrava abaixo da linha de pobreza (adotada pelo Banco Mundial como US$ 6,85 PPC por dia, ou R$ 695 por mês) caiu de 19,9% em 2023 para 16,8% em 2024. Este é o menor patamar registrado desde 2012 (quando a proporção era de 31,6%).

Já a extrema pobreza (até US$ 2,15 PPC por dia, ou R$ 218 por mês) manteve o menor percentual da série histórica, repetindo a marca de 2,2% registrada em 2023.

Os indicadores do mercado de trabalho em Minas Gerais atingiram seus melhores patamares em 2024, demonstrando uma forte consolidação da recuperação econômica.

O Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita voltou a cair em 2024 e atingiu o menor valor de toda a série histórica em Minas (0,447). O IBGE ressalta que, sem os benefícios dos programas sociais, a desigualdade teria sido significativamente maior no estado (Gini de 0,481), sublinhando a importância das transferências de renda.

Os homens continuaram sendo a maioria da população ocupada (56,7%), com destaque para os homens pretos ou pardos (33,8% do total de ocupados).

A participação de trabalhadores com 60 anos ou mais na população ocupada cresceu de 5,6% em 2012 para 8,3% em 2024, refletindo mudanças demográficas e econômicas.

Apesar dos avanços gerais, a pesquisa reforça que persistem as desigualdades estruturais históricas entre homens e mulheres, pessoas brancas e pretas ou pardas, e trabalhadores formais e informais.

Os indicadores educacionais em Minas Gerais também registraram avanços notáveis em 2024, como a geração Nem-Nem que diminuiu. A proporção de jovens de 15 a 29 anos que não estudavam nem trabalhavam atingiu o menor nível da série histórica: 16,7%.

Outra boa notícia é a queda do analfabetismo. A taxa de analfabetismo também chegou ao menor patamar da série (4,3%). A proporção de pessoas com 25 anos ou mais de idade que possuíam ensino superior completo atingiu 19,0%, o maior valor registrado desde 2016.

Não há um Índice de Gini específico para Lavras referente a 2024. No entanto, a tendência estadual - Minas Gerais atingindo seu menor Gini histórico - sugere que os municípios mineiros, em geral, também podem ter experimentado uma redução na desigualdade de renda, impulsionada pela recuperação do emprego e pelos programas sociais federais e estaduais.

 

 
 



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