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Matéria Jornalística /


Publicada em: 01/12/2025 18:52 - Atualizada em: 02/12/2025 10:55
Jaguatirica morre atropelada na rodovia que liga Lavras a Luminárias

A onça morreu a poucos metros para entrar na mata e seguir sua vida

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A expansão descontrolada das atividades humanas continua a ter um custo alto para a fauna silvestre de Minas Gerais. O desmatamento na região é impulsionado principalmente pela expansão da fronteira agrícola, mas é agravado por outros fatores como a expansão imobiliária, a exploração madeireira e a mineração.

Esse conjunto de atividades resulta na fragmentação dos habitats, transformando vastas áreas de mata nativa em pequenas e isoladas "ilhas" de vegetação.

Com seus ambientes naturais reduzidos e desconectados, os animais silvestres são forçados a realizar perigosos deslocamentos em busca de alimento, água e parceiros. Neste trajeto, eles se tornam extremamente vulneráveis ao cruzarem rodovias e estradas, onde muitos encontram a morte.

A tragédia se repetiu na manhã de hoje, segunda-feira, dia 1º de dezembro, na rodovia MG-354, que liga Lavras a Luminárias. Uma onça jaguatirica macho adulto (Leopardus pardalis), espécie ameaçada e vital para o equilíbrio ecológico, foi atropelada nas proximidades da localidade conhecida como Papagaio.

O trecho onde o acidente ocorreu é conhecido por ser uma área de passagem de fauna, tanto que possui placas sinalizadoras alertando para a travessia de animais silvestres. No entanto, a alta velocidade praticada por muitos motoristas, ignorando a sinalização e o risco, transforma essas estradas em verdadeiras armadilhas.

O atropelamento de animais como a jaguatirica, tamanduás, porcos-espinhos e diversas aves se tornou uma ocorrência lamentavelmente comum na região. A morte desses animais, além de ser uma perda para a biodiversidade, representa um perigo de acidente grave para os próprios motoristas.

Especialistas em Meio Ambiente ressaltam que a solução de longo prazo para mitigar esses atropelamentos passa pela criação e restauração de corredores ecológicos, que conectam os fragmentos de mata nativa, permitindo o deslocamento seguro da fauna. Enquanto isso não é implementado, a conscientização dos motoristas sobre a necessidade de reduzir a velocidade em trechos sinalizados é uma medida imediata e vital para proteger a vida silvestre.

 

 
 



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