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Publicada em: 13/11/2025 17:25 - Atualizada em: 13/11/2025 23:48
Problema persiste em Lavras e moradores da rua Bernardino Macieira voltam a reclamar de quedas de energia da Cemig

A rua Bernardino Macieira é uma via onde os lavrenses investem em imóveis de alto padrão, ela concentra um grande número de prédios prontos e muitos em construção

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O problema de instabilidade no fornecimento de energia elétrica na rua Bernardino Macieira, uma das vias mais movimentadas do centro de Lavras, parece não ter sido solucionado. O Jornal de Lavras recebeu uma nova e formal reclamação da comunidade local, após meses de silêncio sobre a questão.

A rua Bernardino Macieira é uma importante via e com alta concentração de residências e estabelecimentos comerciais essenciais, como oficinas, cartórios, escolas, restaurantes, lojas e clínicas.

As reclamações sobre as constantes interrupções no fornecimento de energia não são novidade. Em fevereiro deste ano, o Jornal de Lavras já havia noticiado o problema. Naquela ocasião, os moradores atribuíam as quedas diárias à falta de investimento na infraestrutura elétrica. Eles argumentavam que o intenso crescimento imobiliário da rua, com muitos prédios prontos e outros em construção, alguns com mais de dez andares, estava sobrecarregando a rede, exigindo uma urgente adequação por parte da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Após a matéria publicada em 25 de fevereiro, a Cemig respondeu, em 28 de fevereiro, negando a falta de investimentos. A companhia atribuiu as interrupções a uma série de eventos externos, incluindo as chuvas, e destacou que realizava manutenções preventivas periódicas em todo o sistema elétrico da cidade para garantir a qualidade do fornecimento.

No entanto, o novo ofício recebido pela redação do Jornal de Lavras indica que a situação de instabilidade permanece, gerando prejuízos e transtornos. Para dar total transparência ao caso e levar o problema formalmente ao conhecimento da companhia, a redação optou por divulgar o ofício de reclamação na íntegra, preservando a identidade do signatário.

A publicação da nova queixa visa reabrir o diálogo com a Cemig para que sejam tomadas medidas definitivas para estabilizar o fornecimento de energia na região central de Lavras.

Confira o documento na íntegra:

1. Exposição do Problema: Uma Crônica de Ineficiência

Venho, por meio desta, expressar minha mais veemente insatisfação com a qualidade do serviço de fornecimento de energia elétrica prestado pela CEMIG na Rua Bernardino Macieira. A situação, longe de ser um evento isolado, transformou-se em uma crônica de descaso e ineficiência.
As interrupções no fornecimento não são esporádicas; são constantes. Ocorrem em dias de chuva forte, mas também em dias de sol. Acontecem no auge do calor da tarde e na quietude da noite. Essa instabilidade tornou-se a única "constante" em nosso endereço, gerando um estado de apreensão e insegurança permanente entre todos os moradores.

2. Impactos Concretos: Para Além do Inconveniente

O prejuízo causado por essas interrupções vai muito além do simples "inconveniente". Ele é material, financeiro e, sob uma perspectiva sociológica, um atentado à dignidade da vida moderna.
• Prejuízos Materiais e Financeiros: Alimentos estragam em freezers e geladeiras. Eletrodomésticos sofrem com picos de energia quando o serviço é restabelecido. Aqueles que trabalham em home office têm sua produtividade e renda diretamente impactadas. A falta de energia significa, literalmente, prejuízo no bolso do cidadão.
• Comprometimento da Segurança e Saúde: A ausência de energia elétrica, principalmente no período noturno, transforma a rua em um cenário de vulnerabilidade, com sistemas de iluminação e cerca elétrica inoperantes. Além disso, idosos, crianças e pessoas com necessidades especiais dependem de equipamentos e de um ambiente climatizado, colocando seu bem-estar em risco.
• Exclusão Digital e Social: Em um mundo hiperconectado, a falta de energia é sinônimo de exclusão. Significa a impossibilidade de estudar (para crianças e universitários), de se comunicar (com a queda da internet e da telefonia) e de acessar serviços essenciais. A CEMIG, ao falhar em seu serviço, está inadvertidamente ampliando o abismo digital em nossa comunidade.

3. A Invisibilidade do Cidadão: A Falta de Comunicação e Transparência

Talvez o aspecto mais frustrante dessa situação seja a total falta de comunicação e transparência por parte da CEMIG. Quando a energia falta, somos obrigados a navegar por um labirinto de atendimento automatizado, sem receber informações claras sobre a causa do problema ou um prazo realista para a normalização.
Essa postura trata o cidadão-consumidor como um mero número, ignorando o fato de que por trás de cada "ponto de entrega" há famílias, vidas e rotinas que são profundamente perturbadas. A sensação que fica é a de um completo descaso.

4. O Apelo por uma Solução Estrutural, Não Paliativa

Não estamos pedindo apenas o religamento emergencial da energia a cada nova queda. Estamos exigindo uma solução definitiva e estrutural para a Rua Bernardino Macieira.

É imperioso que a CEMIG:

1. Realize uma vistoria técnica urgente e detalhada na infraestrutura da região (rede, transformadores, subestações) para identificar e sanar as causas-raiz dessa instabilidade crônica.
2. Invista em melhorias na rede para torná-la mais robusta e resiliente, capaz de suportar as intempéries e a demanda da população.
3. Melhore radicalmente seu canal de comunicação, fornecendo informações precisas e em tempo real durante as interrupções, com prazos honestos e atendimento humanizado.
4.

5. Conclusão: O Direito à Eficiência

A energia elétrica não é um luxo; é um serviço de utilidade pública essencial, um direito do cidadão e um dever da concessionária. A postura atual da CEMIG para com a Rua Bernardino Macieira é incompatível com sua responsabilidade social e com a confiança que lhe foi depositada.
Esperamos que esta reclamação seja tratada com a seriedade que merece e que, finalmente, vejamos ações concretas que restaurem a confiança e, principalmente, a normalidade em nosso dia a dia.

Aguardamos um posicionamento formal e um plano de ação dentro do prazo regulamentar.

 
 



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