
A presença do Bope demonstra a complexidade da ocorrência na área do 8º Batalhão
.

@jornaldelavras

@jornaldelavras

(35) 99925.5481
A resposta das forças de segurança ao ataque do "novo cangaço" em Ijaci, onde duas agências bancárias foram explodidas na madrugada de hoje, quarta-feira, dia 5 de novembro, ganhou uma dimensão aérea.
Desde a manhã de hoje, uma aeronave da Polícia está realizando sobrevoos de patrulhamento e rastreamento na região que engloba Ijaci, Bom Sucesso e a rodovia Fernão Dias, próximo a Santo Antônio do Amparo.
Segundo relatos de moradores de Ijaci, a aeronave em questão seria um helicóptero do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), indicando a gravidade e a prioridade máxima dada à perseguição.
O uso de um helicóptero do Bope é fundamental neste tipo de ocorrência. A aeronave permite uma visão privilegiada para mapear rotas de fuga em áreas de mata e rurais, coordenar o cerco terrestre e auxiliar na busca pelo restante da quadrilha e pelos veículos utilizados no roubo. Um Fiat Cronos já foi recuperado e periciado, mas os criminosos fugiram em outro automóvel.
A presença da unidade de elite demonstra a complexidade da ocorrência e o compromisso em não apenas prender os criminosos, mas desmantelar a estrutura do "novo cangaço" que aterroriza o interior mineiro.
O Batalhão de Operações Policiais Especiais de Minas Gerais - que sucedeu o Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate) em setembro de 2016 - tem uma função clara e especializada no estado. Ao contrário da imagem difundida pelo cinema, notadamente pelo filme "Tropa de Elite", o Bope mineiro é projetado para atuar em situações extremas e de alto risco, como assaltos a bancos, que inclui aí o novo cangaço. A modalidade exige resposta tática imediata devido ao uso de armamento pesado e explosivo. O Bope age também em situações de sequestros e suspeitas de bomba/terrorismo.
|
|
|