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Matéria Jornalística /


Publicada em: 15/09/2025 19:07 - Atualizada em: 15/09/2025 23:34
Programa onde lavrense trabalhava colocou Jovem Pan na mira do Ministério Público Federal

O programa tinha um posicionamento que ia de encontro a democracia e baseado nisso o MPF pediu o cancelamento da concessão da emissora

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A rádio Jovem Pan enfrenta uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) que pede o cancelamento de suas concessões de rádio. O MPF acusa a emissora de veicular sistematicamente conteúdos antidemocráticos e desinformação, principalmente em programas como Pingo nos Is, 3 em 1 e Morning Show. O pedido foi reforçado hoje, segunda-feira, dia 15 de setembro.

O órgão argumenta que a Jovem Pan usou sua concessão pública para atacar as urnas eletrônicas, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), incentivando a desobediência a decisões judiciais e defendendo uma intervenção militar.

Um dos pontos levantados na ação diz respeito à desinformação. O programa Pingos nos Is, apresentado por Augusto Nunes, contava com a lavrense e ex-jogadora de vôlei Ana Paula Henkel como comentarista. Ela deixou a emissora após a recente onda de demissões.

Durante uma das edições, Ana Paula Henkel acusou o então ministro da Justiça, Flávio Dino, de ter quase 300 processos contra ele, baseando-se em anotações do Jusbrasil. No entanto, o Jusbrasil é uma plataforma que reúne dados de processos judiciais e documentos públicos, não indicando a existência de condenações contra uma pessoa. Essa informação foi, posteriormente, classificada como desinformação.

Além disso, o programa também propagou ideias contrárias às vacinas e às urnas eletrônicas. O MPF pede o cancelamento das três outorgas de radiodifusão da Jovem Pan, uma indenização de R$ 13,4 milhões por danos morais coletivos e a obrigação de a emissora veicular mensagens sobre a confiabilidade do processo eleitoral. O órgão considera as medidas "extremas", mas necessárias, e o caso será analisado pela Justiça Federal.

O embate entre a mídia e o poder judiciário sobre a desinformação é um dos temas mais importantes da atualidade, o papel da imprensa em um cenário de alta polarização política, como a desinformação, pode prejudicar a democracia.

Outros exemplos incluem o jornalista Guilherme Fiuza, que disse que o sistema eleitoral brasileiro não tinha segurança e Ana Paula falou que as "forças policiais poderiam muito bem iniciar um movimento de basta", e a incitação contra os poderes constituídos é intolerável num sistema democrático.

Ana Paula reside em Los Angeles, nos Estados Unidos, ela é defensora da direita, sua posição frente a Donald Trump e Jair Bolsonaro são claras em seus comentários e textos.

 
 


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