
Vista parcial de Nepomuceno, onde funcionava a clinica de reabilitação Família APV, interditada pela prefeitura daquela cidade
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A prefeitura de Nepomuceno interditou a clínica de reabilitação Família APV ontem, segunda-feira, dia 18 de agosto. Sete pacientes que estavam internados foram remanejados para a casa de seus familiares ou outras instituições terapêuticas.
A interdição aconteceu após uma fiscalização sanitária que começou em maio e revelou que a clínica não possuía a documentação e habilitação exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre as irregularidades estavam a falta de credenciais do responsável técnico, prontuários, e protocolos médicos e psiquiátricos dos pacientes.
O prefeito de Nepomuceno, Elias Natal Lima de Menezes (PSDB), defendeu a medida em suas redes sociais, afirmando que a prefeitura cumpriu a lei e respeitou todos os prazos para que a clínica se regularizasse. Ele destacou que a ação visa "garantir a segurança e a saúde dos internos". A instituição poderá retomar as atividades assim que toda a documentação for regularizada.
Por outro lado, o diretor da clínica, pastor Hélcio Luiz, alegou que a instituição não tem condições financeiras para providenciar o que foi solicitado. Ele afirmou que o trabalho é totalmente social e depende de doações, e que a prefeitura deu um prazo muito curto para a regularização.
A situação em Nepomuceno levanta um debate sobre a necessidade de fiscalização e a importância de clínicas de reabilitação com os recursos limitados. É importante salientar que a clínica foi interditada e não fechada, ela poderá voltar as suas atividades tão logo atenda as exigências legais.
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